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NOTAS ANALÍTICAS

Província dos Países Baixos reivindica maior participação dos frutos gerados pela extração de gás natural

O Henk Kamp, Ministro da Economia dos Países BaixosMinistro da Economia dos Países Baixos, Henk Kamp,tornou público em meados de janeiro (2013) o relatório [1], produzido pelo órgão estatal responsável pelas atividades no setor de mineração, que aponta para o crescimento de atividades sísmicas, tanto na freqüência, quanto na magnitude, na província de Groningen, ao norte do país, devido à extração de gás natural. Isso vem contribuindo com o aumento da insatisfação da região com as políticas estatais relacionadas à extração.

A província, berço da maior reserva de gás natural na Europa, começa a exigir maior participação nos lucros gerados pela extração de gás na área. De acordo com uma Lei criada em 1810, os direitos sobre a produção de qualquer minério não pertencem ao dono da terra, mas sim ao Estado. Os depósitos de gás já renderam ao Estado cerca de 200 bilhões de euros.

O “Partij voor het Noorden” (“Partido do Norte”) defende que um quarto da receita oriunda da extração de gás no norte do país seja inteiramente destinado à região. Para Jan Willem Velthuijsen, professor do “Departamento de Economia” da “Universidade de Groningen”, especialista em questões energéticas, o governo do país deveria realizar maiores investimentos na região, uma vez que esta demonstra uma função de extrema importância no que tange o fornecimento de energia, não somente para os Países Baixos, mas para toda Europa.

De acordo com Velthuijsen, “há boas razões para investir na província de Groningen como um centro de energia. Este centro que estamos construindo é essencial para o fornecimento de energia na Europa. Estamos ligados ao mercado alemão, o que favorece o desenvolvimento sustentável e que proporcione uma vantagem para as usinas de gás natural. O cabo submarino que fornece energia hidroelétrica da Noruega está ligado aqui e também recebemos gás russo. A infraestrutura é fantástica, os oleodutos e os depósitos de gás são perfeitos, não apenas para extrair o gás, mas também para estocá-lo. Podemos estocar gás russo a baixo custo, então, fornecê-lo quando o preço subir[2].

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Fontes consultados:

[1] Ver:

https://ceiri.news/wp-content/uploads/2013/03/20130116%20groningen%20seismicity%20report%20final.pdf

[2] Ver:

http://www.presseurop.eu/en/content/article/3458021-gas-not-gift

About author

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.
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