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Quênia e seus esforços no combate à lavagem de dinheiro: um país a menos na lista de alto risco

Na última terça-feira (8 de julho), o Quênia saiu da lista dos países com alto risco para a lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, corrupção e terrorismo[1]. Os dados são da agência Financial Action Task Force (FATF), órgão intergovernamental criado em 1989 para padronizar e promover efetivamente a implementação de leis, regulamentações e operações sobre lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e outras ameaças à integridade do sistema financeiro internacional[2].

Desde 2010, o FATF inseriu o Quênia na sua lista de alto risco. Entretanto, após visita em maio, o órgão retirou o país da sua lista, pois concluiu que o Governo tem estabelecido os marcos regulatórios necessários para suprir as deficiências diagnosticadas nos anos anteriores. De acordo com Jackson Kitili, diretor interino do Financial Reporting Centredo Quênia, um sinal de que o Governo tem tratado o assunto com seriedade é representado pelo orçamento, que no ano anterior era de 90 milhões de shilling (equivalentes a US$ 1,1 milhão) e, nesse ano, dobrou para 200 milhões de shilling (aproximadamente, US$ 2,4 milhões)[3].

Recentemente, o Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu uma missão de visita ao Quênia, com pontuação positiva para a perspectiva econômica do país. De acordo com Mauro Mecagni, chefe da missão do FMI no país, há vários pontos que contribuem para a boa avaliação, dentre os quais o aumento do crédito para o setor de manufaturas, o processo de inclusão financeira para os empresários de pequeno e médio porte, o renovado interesse de investidores estrangeiros.

Entre os esforços, transformar a capital Nairobi em um centro regional para serviços financeiros tem tomado relevância com o fortalecimento dos marcos legais para combater a lavagem de dinheiro e o financiamento do terrorismo, recebendo destaque a recente avaliação do FATF[4].

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Imagem (FonteREUTERS/Thomas Mukoya):

http://www.trust.org/item/20140708151650-32ecf/

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Fontes consultadas:

[1] VerThomson Reuters Foundation”:

http://www.trust.org/item/20140708151650-32ecf/

[2] VerFinancial Action Task Force”:

http://www.fatf-gafi.org/pages/aboutus/

[3] VerThomson Reuters Foundation”:

http://www.trust.org/item/20131209160917-l8p5o/?source=quickview

[4] VerAll Africa”:

http://allafrica.com/stories/201407101473.html

About author

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.
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