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Reino Unido pressiona OCDE para incluir territórios ultramarinos no ODA

O Reino Unido conseguiu que a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) aceitasse a inclusão de territórios ultramarinos na lista de nações do ODA (Official Development Assistance), que é o órgão responsável por auxiliar os países em desenvolvimento que necessitem de ajuda. Essa medida tem como objetivo permitir que algumas ilhas britânicas do Caribe, que sofreram com a temporada de furacões de 2017, possam receber assistência em casos de desastre, o que não era permitido, já que não constavam nessa lista.

Territórios Ultramarinos Britânicos

Os britânicos foram fortemente criticados pela demora em assistir seus territórios caribenhos no episódio dos furacões. Turks e Caicos, Anguilla e Ilhas Virgens Britânicas foram alguns dos arquipélagos mais atingidos pelo fenômeno natural, mas não puderam contar com o auxílio financeiro. Isso porque esses países são considerados mais desenvolvidos, o que não justificaria o aporte orçamentário.

Ainda assim, o Reino Unido não possui forças armadas estacionadas na região, o que dificultou, do mesmo modo, o socorro às populações locais, visto que não teria condições de chegar a tempo, devido à distância entre o país e as ilhas. França e Holanda, ao contrário, mantêm permanentemente militares no entorno, permitindo que seus territórios ultramarinos possam ser acessados com maior rapidez.

Até o momento, não ficou muito claro como se dará esta inclusão. Se serão apenas essas ilhas caribenhas ou se outros territórios como as Ilhas Falklands (Malvinas), no Atlântico, e Diego Garcia, no Índico, também serão incluídas. Há também que considerar o fato de que a última revisão foi realizada justamente em 2017, e a ODA estabelece um período de 3 anos entre uma revisão e outra, ou seja, apenas em 2020 serão feitas novas inclusões e exclusões.

Com isso, é impreciso saber de que forma o Reino Unido irá operar acerca de acontecimentos em seus territórios ultramarinos, distante da ilha da Grã-Bretanha. Ademais, o orçamento das pastas de Defesa e Relações Exteriores, assim como os valores para ajuda humanitária podem sofrer impacto com o processo de saída do país da União Europeia, conhecido como Brexit.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Forças britânicas auxiliando” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/5/53/UK_aid_repairing_homes_on_British_Virgin_Islands_%2837121188832%29.jpg

Imagem 2Territórios Ultramarinos Britânicos” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/British_Empire#/media/File:Location_of_the_BOTs.svg

                                                                                             

About author

Bacharel em Defesa e Gestão Estratégica Internacional pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Mestrando do Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos da Escola de Guerra Naval (PPGEM/EGN). É pesquisador do Núcleo de Avaliação da Conjuntura, participando da produção do Boletim Geocorrente, ambos da mesma instituição. Suas principais áreas de interesse envolvem as políticas de Defesa do Reino Unido, com enfoque na Marinha; Brexit e movimentos separatistas europeus; questões marítimas globais; e Geopolítica.
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