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Relatório aponta que a Finlândia é o país mais feliz para se viver

A Finlândia é um Estado nórdico que adquiriu a independência em 1917, dos soviéticos, e iniciou seu processo de industrialização tardiamente. Apesar das possibilidades negativas, o país, de belas florestas e lagos, superou dificuldades e se tornou uma das maiores economias da Europa. Esses fatores contribuíram para que os finlandeses ascendessem em escala na qualidade de vida, sendo também referência internacional no setor de educação.

Segundo o Relatório Mundial da Felicidade (WHR – World Happiness Report) realizado por um grupo de especialistas independentes da Organização das Nações Unidas (ONU), a Finlândia foi classificada como o país mais feliz do mundo deste ano (2019). E as razões refletem elementos gerais, como a expectativa de vida, o grau de liberdade da população para fazer escolhas, a percepção de corrupção social e a generosidade, que aufeririam aos finlandeses o título simbólico de os mais felizes.

Eles seguem com a honraria do relatório, porém ainda amargam realidades que contradizem a pesquisa contida no WHR, visto que o país possui uma taxa expressiva de suicídios, milhares de pessoas fazem uso de medicamentos antidepressivos, a violência doméstica, sobretudo contra a mulher, é imensa, e a situação da aposentadoria do cidadão não aspira fortes ânimos.

Emoji triste

O jornal Kainnunsanomat trouxe a crítica da filósofa da Faculdade de Economia de Rotterdam, Ilona Suojanen, sobre o relatório da felicidade, a qual vê equívocos nas conclusões, pois, segundo ela, “os fundamentos da pesquisa sobre felicidade são muito ocidentais. Ao mesmo tempo, ela se perguntou o quão sensato é colocar os países do mundo em ordem com base nisso”.

Os analistas concordam com os questionamentos críticos ao WHR e entendem que os mesmos ignoram variáveis importantes, à medida que tentam igualar todas as realidades e observá-las sob uma perspectiva única. Conforme afirmam especialistas, em relação a Finlândia, é notório que existem problemáticas sociais a serem vencidas, as quais não desaparecerão simplesmente pela emissão de um estudo.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Aurora boreal na Lapônia” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/a/ae/Aurora_borealis_over_Lapland_%28Unsplash%29.jpg/1280px-Aurora_borealis_over_Lapland_%28Unsplash%29.jpg

Imagem 2 Emoji triste” (Fonte): https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/8/87/Emojione_1F641.svg/600px-Emojione_1F641.svg.png

About author

Mestre em Sociologia Política (2018) e Bacharel em Relações Internacionais (2014) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ vinculado a Universidade Cândido Mendes. Atualmente incorpora o quadro do CEIRI Newspaper, onde atua na qualidade de colaborador voluntário na produção de notas analíticas e conjunturais na área de política internacional europeia com ênfase nos Estados Nórdico-Bálticos e Rússia.
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