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Rússia anuncia sanções à União Europeia

Após a aplicação de duras sanções econômicas por parte da União Europeia (UE)[1], o Presidente da Federação Russa, Vladimir Putin, convocou seus ministros para que fosse providenciada uma série de contramedidas aos países europeus. De acordo com Putin, as ações da UE, assim como as dos Estados Unidos da América (EUA), são “instrumentos políticos destinados a colocar pressão na economia [russa] e são contrários a todas as regras e regulamentos [internacionais]”[2].

Em declaração, Dimitri Medvedev, Primeiro-Ministro do país, afirmou que a pressão política exercida pelas potências ocidentais, através das sanções, não terá efeito. Para Medvedev, “as sanções não são assustadoras para o nosso país, e nós [russos] entendemos isso muito bem. Nosso país é forte. E não importa quem tenta nos pressionar, nós iremos continuar a viver em nosso amado país, a desenvolvê-lo, a investir dinheiro [nele] e construir o nosso próprio Estado[3].

Assim, em resposta as sanções europeias, o Governo russo anunciou[4] a proibição da importação de categorias de alimentos, provenientes, em sua maioria, do setor do agronegócio, com origem em países da UE. Embora não seja membro da União, a Noruega fora incluída nessa lista. Entre os produtos listados, encontram-se: carne bovina e suína, peixes, leite, frutas, vegetais e seus respectivos derivados.

De acordo com a agência de estatística da UE, a Eurostat, a proibição anunciada pela Rússia poderá representar uma perda de 12 bilhões de euros em exportação, uma vez que 40% dos alimentos importados pelo país tem origem na UE[5]. O Primeiro-Ministro da Finlândia, Alexander Stubb, anunciou que irá atrás de uma compensação, caso as perdas do seu país sejam desproporcionais, em relação aos demais países da UE – uma vez que a Finlândia possui uma elevada relação comercial com a Rússia[5]. A Política Comum de Agricultura da UE disponibiliza cerca de 420 milhões de euros em reserva com o objetivo de compensar perdas sofridas por fazendeiros.

Medvedev declarou, após a resposta russa, que “esperamos, até o último momento, que nossos colegas estrangeiros [europeus] iriam perceber que as sanções levam à um beco sem saída, e que ninguém se beneficia deles. Mas eles não perceberam isso, e agora fomos forçados a responder[6].

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Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/a9/Inauguration_of_Dmitry_Medvedev,_7_May_2008-7.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://ceiri.news/ue-anuncia-novas-sancoes-contra-russia/

[2] Ver:

http://euobserver.com/foreign/125193

[3] Ver:

http://en.ria.ru/politics/20140812/191943183/Sanctions-Not-Scary-for-Russia—Medvedev.html

[4] Ver:

http://euobserver.com/foreign/125205

[5] Ver:

http://euobserver.com/foreign/125205

[6] Ver:

http://euobserver.com/news/125211

About author

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.
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