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Sarampo causou a morte de mais de 140 mil pessoas em 2018

De acordo com novas estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS) e dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, mais de 140 mil pessoas perderam suas vidas devido ao sarampo, no período em que foram constatados surtos em todas as regiões do globo. A maioria dos óbitos atingiu crianças menores de 5 anos.

A lista de países com maior incidência da doença conta com as nações com pior acesso à saúde e à prevenção como: a África Subsaariana; a República Democrática do Congo; Libéria; Madagascar e Somália. No entanto, os Estados Unidos registraram seu maior número de casos em 25 anos, enquanto quatro países da Europa – Albânia, República Tcheca, Grécia e Reino Unido – perderam seu status de eliminação do sarampo em 2018, após prolongados surtos da doença.

Esses índices são resultados do movimento anti-vacinação que repercutiu com força na internet. Segundo a imprensa internacional, as taxas de vacinação nos estados de Califórnia e Los Angeles (Estados Unidos) estão tão baixas quanto no Chade e no Sudão do Sul.

Em se tratando do combate ao sarampo, segundo a OMS, é necessário 95% de cobertura vacinal com duas doses em cada país e em todas as comunidades para proteger adequadamente as populações. Em conjunto com o UNICEF, estima-se que 86% das crianças no mundo receberam a primeira dose da vacina contra o sarampo por meio dos serviços de vacinação de rotina de seus países, em 2018, e menos de 70% receberam a segunda dose recomendada.

Desta forma, a cobertura atual com a vacina contra o sarampo no mundo não é adequada para evitar surtos. Até meados de novembro do ano passado (2019), já havia mais de 413.000 casos notificados.

A única forma de prevenção é a vacina que está em uso há mais de 50 anos. Imunizar uma criança contra o sarampo custa menos de US$ 1.  

O GOARN, rede técnica global coordenada pela Organização Mundial da Saúde, já ofereceu o treinamento para a ferramenta Go.Data em diversos países / Foto: OMS

Para auxiliar no controle de epidemias e surtos, a Rede Global de Alerta e Resposta a Surtos (GOARN), uma parceria técnica internacional coordenada pela OMS, tem realizado treinamentos para especialistas em saúde pública a fim de promover o uso da Go.Data.

A ferramenta, disponível em aplicativo móvel, é usada para estabelecimento de cadeias de transmissão, visualização de dados, rastreamento de contatos e monitoramento de desempenho. O software é baseado em vários módulos e, por meio dessa abordagem modular, é possível uma expansão futura para acomodar novos surtos de doenças e cenários.

Fique atento: O vírus do sarampo é altamente contagioso;

·               Pode ser espalhado por tosse e espirros, contato pessoal próximo ou contato direto com secreções nasais ou de garganta infectadas;  

·               Também, permanece ativo e contagioso no ar ou em superfícies infectadas por até duas horas e pode ser transmitido por uma pessoa infectada a partir de quatro dias antes e quatro dias depois do aparecimento de erupções cutâneas. 

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Menino que fugiu de uma aldeia ao sul de Mossul, no Iraque, recebe vacina contra sarampo de um agente de saúde do governo apoiado pelo Iraque / Foto: UNICEF/Lindsay Mackenzie”(Fonte): https://nacoesunidas.org/mais-de-140-mil-morrem-de-sarampo-no-mundo-a-medida-que-casos-aumentam/

Imagem 2O GOARN, rede técnica global coordenada pela Organização Mundial da Saúde, já ofereceu o treinamento para a ferramenta Go.Data em diversos países / Foto: OMS” (Fonte): https://nacoesunidas.org/oms-introduz-no-brasil-ferramenta-digital-para-controle-de-surtos-de-doencas/

About author

Pós-graduanda em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS, 2018-2019). Graduada em Relações Internacionais pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS, 2015), pela I Turma de Relações Internacionais – Turma Nelson Mandela. Ao longo da graduação, implementou o Centro Acadêmico de Relações Internacionais (CARI) da UNISINOS. Possui interesse na área de Segurança Internacional, Organizações Internacionais e Direito Internacional, especificamente, no Direito Internacional dos Refugiados e Migrações. Tem como experiência profissional assessoria técnica para o Governo do Estado do Rio Grande do Sul, na Secretaria do Planejamento, Governança e Gestão (SPGG, RS). Como articulista do CEIRI trabalha temas correlatos à América Latina.
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