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Security Governance Initiative: o apoio dos EUA no combate ao terrorismo na África

Passada a Cúpula dos Líderes de Estados Africanos e dos Estados Unidos, duas iniciativas merecem destaque para o combate à desordem interna e à violência extremista crescente no continente africano[1]. A primeira ação busca assistir os países a organizar forças de rápida reação no objetivo de intervir com brevidade nas crises ocorridas na região. A segunda ação, que gerou maior repercussão, consiste na melhoria da governança no setor de Defesa e na capacidade de sobressair diante das ameaças.  Essas ameaças são representadas especialmente pelos grupos terroristas Boko Haram, Al-Shabaab, Al-Qaeda in the Islamic Maghreb (AQIM), além de outros que estão situados no continente[2].

Para tanto, a segunda ação foi rotulada de Security Governance Initiative, com início em seis países: Gana, Mali, Níger, Nigéria, Quênia e Tunísia. Para o primeiro ano, o orçamento está avaliado em US$ 65 milhões e contará com fundos adicionais nos anos seguintes, de acordo com as necessidades para expandir ou amadurecer o Programa[3].

Para executar a iniciativa e assegurar a máxima efetividade da assistência norte-americana, os EUA formarão um grupo com sede no Departamento de Estado e com o suporte do Departamento de Defesa, da Agência Norte-Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID), do Departamento de Justiça e do Departamento de Segurança Interna (Homeland Security)[2]

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A iniciativa buscará apoio de parceiros estratégicos, como as Organizações das Nações Unidas, a União Africana e outras organizações multilaterais. Para alguns analistas, essa iniciativa tentará evitar os erros passados dos Estados Unidos, que, por muito tempo, deixaram de treinar parceiros e aliados para atuar diretamente nos conflitos[4]. Dessa forma, poderá atuar juntamente com os países que mais tem combatido diretamente a crescente onda das milícias e de simpatizantes da Al-Qaeda, que se aproveitam das fraquezas institucionais e logísticas desses países. Para o período 2002-2012, apesar do crescente aumento no volume de assistência para a defesa na África Ocidental e no Norte, o Leste Africano foi quem liderou no volume de recursos recebidos para combater atividades terroristas e garantir a estabilidade[5].

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Imagem (Fonte):

http://securityassistance.org/content/us-security-assistance-africa-snapshot-us-africa-summit

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Fontes consultadas:

[1] VerJConline – Lafayette Journal & Courier”:

http://www.jconline.com/story/opinion/2014/08/08/ignatius-helping-africa-become-secure/13779495/

[2] VerDaily Nation”:

http://www.nation.co.ke/news/Kenya-to-draw-from-US-kitty-to-fight-Shabaab/-/1056/2411350/-/t5jswb/-/index.html

[3] VerCasa Branca”:

http://www.whitehouse.gov/the-press-office/2014/08/06/fact-sheet-security-governance-initiative

[4] VerWashington Post”:

http://www.washingtonpost.com/opinions/david-ignatius-can-the-us-help-africa-avoid-going-the-way-of-the-middle-east/2014/08/07/1ef65886-1e76-11e4-ae54-0cfe1f974f8a_story.html

[5] VerSecurity Assistance Monitor”:

http://securityassistance.org/content/us-security-assistance-africa-snapshot-us-africa-summit

About author

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.
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