AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Segundo John Kerry, a possibilidade de um acordo de paz entre Israel e Palestina está se esgotando

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, terminou sua visita a Israel e à Cisjordânia na semana passada, dia 9 de Abril. Antes de sua partida conseguiu uma conquista: a promessa do Primeiro Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em auxiliar no avanço de projetos econômicos palestinos na Cisjordânia. O objetivo seria aumentar a possibilidade de um “Acordo de Paz”.

No entanto, na última quarta-feira, Kerry ressaltou a dificuldade que enfrentará no caminho para uma possível paz no Oriente Médio. O “Secretário de Estado dos EUA” afirmou que será necessária paciência em detalhes que envolvam qualquer plano de dois Estados e disse que os governos de Israel e da Palestina possuem no máximo dois anos para resolver a questão.

De volta aos Estados Unidos, em seu discurso ao “Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes”, o Secretário falou que está engajado na quebra de um impasse existente entre os governos israelense e palestino, há quatro anos sem conversações claras e sem nenhuma solução à vista em mais de seis décadas de conflito. Kerry informou, ainda, ter sentindo seriedade nas propostas de comprometimento de ambos os lados. Seu objetivo, agora, seria traduzir esta seriedade em ações imediatas.

Em seu discurso aos legisladores, ele deu o seguinte depoimento: “Eu posso garantir que estou comprometido com isto, porque acredito que a janela para uma solução de dois Estados está se fechando. Penso que temos um período de tempo de um ano a um ano e meio, dois anos, ou estará acabado[1].

O Secretário de Estado norte americano, no entanto, não explicitou o porquê de sua crença neste período curto e limitado para um acordo que estabeleça uma Palestina independente ao lado de um Estado Judeu reconhecido por seus vizinhos. Para Kerry, muito pouco foi feito nos últimos anos por Israel e pela Palestina em relação a um real processo de paz. Foram empecilhos fatores como decisão de fronteiras, arranjos de segurança e o status de Jerusalém, disputada como capital oficial pelos dois governos.

A atenção de John Kerry ao assunto é vista como uma tentativa de retomar algo não efetuado por sua predecessora, Hillary Rodham Clinton: a negociação direta entre israelenses e palestinos, praticamente congeladas desde 2008.

————————————–

Imagem (Fonte):

http://www.jpost.com/Diplomacy-and-Politics/Kerry-calls-PM-Abbas-vows-commitment-to-peace

—————————————

Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/kerry-israelis-and-palestinians-have-two-years-to-make-peace-1.516040

About author

Mestranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Bacharel em História pela Universidade Federal Fluminense (UFF) e especializada em Relações Internacionais Contemporâneas (PUC-Rio). Com foco em política no Oriente Médio, participou da “The Israeli Presidential Conference – Facing Tomorrow” - sob os auspícios de Shimon Peres - nos anos de 2011 e 2012, tendo realizado outros cursos na área em Israel.
Related posts
ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

China lança plano de transformar Shenzhen em “motor central” de reforma

AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Impacto da COVID-19 na educação é tema de Relatório das Nações Unidas

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ataque jihadista a civis deixa 25 mortos em Burkina Faso

ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

COMUNICADO CEIRI NEWS DE 12 DE OUTUBRO

Receba nossa Newsletter

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá!