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Senegal fecha a fronteira com Guiné após novo surto da “Febre Ebola”

O Senegal fechou no último sábado a sua fronteira com a Guiné esperando que assim não se espalhe para o país o recente surto de Ebola que ocorre neste último. A doença já matou 70 pessoas[1] e já subiu para 111 o número de infectados na Guiné[2]. A descoberta de 11 pessoas contaminadas em países da fronteira sul da Guiné – “Serra Leoa” e Libéria[3] – ligou o alerta de Dakar quanto à possibilidade de que a contaminação se expanda também através das fronteiras do norte chegando assim ao território senegalês.

O Governo senegalês também fechou temporariamente um mercado que reúne milhares de pessoas provenientes de Guiné, “Guiné-Bissau” e Gâmbia na região de Kolda, sul do país[3].

O vírus Ebola causa a doença chamada “Febre Hemorrágica Ebola”. O seu primeiro surto foi em 1976, aparentemente ocorrido simultaneamente no Sudão e na “República Democrática do Congo[4]. A doença se espalha entre os humanos através de quaisquer fluídos corporais e é altamente infecciosa[5].

Tabela: Cronologia de casos passados de infecção pelo Ebola

Ano País Casos Mortes Taxa de fatalidades
2012 República Democrática do Congo 57 29 51%
2012 Uganda 7 4 57%
2012 Uganda 24 17 71%
2011 Uganda 1 1 100%
2008 República Democrática do Congo 32 14 44%
2007 Uganda 149 37 25%
2007 República Democrática do Congo 264 187 71%
2005 Congo 12 10 83%
2004 Sudão 17 7 41%
2003 (Nov-Dec) Congo 35 29 83%
2003 (Jan-Apr) Congo 143 128 90%
2001-2002 Congo 59 44 75%
2001-2002 Gabão 65 53 82%
2000 Uganda 425 224 53%
1996 África do Sul (ex-Gabão) 1 1 100%
1996 (Jul-Dec) Gabão 60 45 75%
1996 (Jan-Apr) Gabão 31 21 68%
1995 República Democrática do Congo 315 254 81%
1994 Costa do Marfim 1 0 0%
1994 Gabão 52 31 60%
1979 Sudão 34 22 65%
1977 República Democrática do Congo 1 1 100%
1976 Sudão 284 151 53%
1976 República Democrática do Congo 318 280 88%

Fonte: Organização Mundial de Saúde[4].

Desde o surto da febre no ano de 2012, na “República Democrática do Congo”, não se tinha notícia de problemas com a doença. Todavia, a “Organização Mundial da Saúde” já se manifestou sobre o caso da Guiné na última semana e garantiu que não será necessário fazer para aquele país qualquer tipo de restrição a viagens ou negócios[6].

O grande problema do fechamento de fronteiras é que esse tipo de política desincentiva os países a relatarem aos seus vizinhos novos casos relacionados a essa ou a outras doenças.

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Imagem (Fonte):

http://www.bbc.com/news/world-africa-13442051

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.reuters.com/article/2014/03/29/us-guinea-ebola-idUSBREA2S0JA20140329

[2] Ver:

http://www.smh.com.au/world/ebola-death-toll-in-guinea-rises-to-70-as-senegal-closes-border-20140330-zqom0.html

[3] Ver:

http://abcnews.go.com/Health/wireStory/senegal-closes-border-guinea-ebola-fears-23117196

[4] Ver:

http://www.who.int/mediacentre/factsheets/fs103/en/

[5] Ver:

http://www.news-medical.net/health/What-is-Ebola.aspx

[6] Ver:

http://www.afro.who.int/en/clusters-a-programmes/dpc/epidemic-a-pandemic-alert-and-response/outbreak-news/4065-ebola-haemorrhagic-fever-in-guinea-25-march-2014.html

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Ver também:

http://www.scmp.com/lifestyle/technology/article/1460373/scientists-are-closing-drugs-may-stop-deadly-ebola-virus

About author

Bacharel em Relações Internacionais pelo Centro Universitário Jorge Amado (2009) onde coordenou o Observatório de Relações Internacionais e apresentou, como trabalho de conclusão de curso, a monografia "O colapso de Estados e a sociedade internacional: causas, consequências e a questão somali". Bacharel em Direito pela Universidade Católica do Salvador (2011). Bacharelando em Ciências Econômicas pela Universidade Federal da Bahia. Advogado. Trabalhou no Consulado do Uruguai. Possui experiência em Organizações Não-Governamentais. Foi Professor de Língua Inglesa. Tem vivência na França e na África do Sul. No CEIRI NEWSPAPER colabora sobretudo com temas relacionados ao continente africano.
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