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Num Estado soberano, com sua estrutura política organizada e possuidor de instituições que controlam e administram seus desígnios, além da figura propriamente dita do governante máximo desta nação, é de suma importância que exista a posição de um membro do governo responsável pela condução da política externa, segundo as diretrizes estabelecidas, bem como pela coordenação dos serviços diplomáticos e consulares, no intuito de estabelecer e desenvolver contatos pacíficos, visando uma efetiva continuidade das relações harmoniosas, bem como a tentativa de comunicação clara e precisa em seus objetivos para com os outros países do mundo.

Sergey Lavrov

A Federação Russa tem como principal representante diplomático para assuntos internacionais a figura de Sergey Viktorovich Lavrov, que desde março de 2004 vem atuando como Ministro das Relações Exteriores da Rússia, enfrentando uma longa lista de desafios que, nos últimos anos, colocaram sua pessoa à frente dos mais variados assuntos diplomáticos que apresentaram grande repercussão não só dentro das fronteiras do país, como também em diversas partes do mundo.

Descendente de armênios, foi direcionado à carreira diplomática logo depois de sua graduação, em 1972, no Departamento de Assuntos Internacionais do Instituto de Estudos Asiáticos em Moscou, na Academia de Ciências da Rússia, quando foi recrutado como funcionário interino na embaixada soviética no Sri Lanka. Em sua proeminente carreira diplomática chegou a assumir a posição de representante permanente da Rússia na ONU (Organização das Nações Unidas), onde, durante os dez anos de permanência no cargo, até sua saída em 2004, teve que tratar de assuntos chaves da diplomacia russa sobre os conflitos na extinta Iugoslávia, Iraque, Oriente Médio e Afeganistão, bem como a tratativa do papel da Federação Russa na luta contra o terrorismo mundial.

Desde sua nomeação em 2004 pelo presidente russo Vladimir Putin, tem como principal objetivo defender as boas práticas nas relações internacionais baseadas no “pragmatismo, respeito mútuo e responsabilidade global compartilhada”. Sua atuação diplomática enfrenta hoje uma miríade de acusações ao governo russo, no entanto, deixa claro que seu país não é um “buscador de conflitos”, mas protegerá seus interesses caso necessário. Ultimamente, uma das principais atribuições é lidar com os conflitos com a administração norte-americana, que vem piorando nos últimos dois governos, com relatos de ataques às propriedades diplomáticas russas, algo que, de acordo com sua análise, contradiz a Convenção de Viena e também à própria Constituição dos EUA, além dos princípios da sociedade norte-americana, onde a propriedade privada é sagrada.

Em discurso perante à Conferência de Segurança de Munique, em 2017, Lavrov defendeu uma “ordem mundial pós-Ocidental, na qual, cada país, baseando-se em sua soberania no marco da lei internacional, busque um equilíbrio entre seus próprios interesses nacionais e os interesses nacionais dos parceiros”, com respeito à identidade histórica e cultural de cada um.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Sergey Lavrov com jornalistas” (Fonte):

http://www.uznayvse.ru/images/stories2015/uzn_1450944171.jpg

Imagem 2 Sergey Lavrov” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/00/Sergey_Lavrov%2C_official_photo_06.jpg/200px-Sergey_Lavrov%2C_official_photo_06.jpg

About author

Mestrando no programa de Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais (PUC-SP) na linha de pesquisa em Cooperação Internacional. Especialista em Política e Relações Internacionais (FESPSP) e habilitado em Iniciação Científica em Defesa, pela Escola Superior de Guerra (ESG-RJ). Cursou MBA em Economia de Empresas (FEA-USP) e graduou-se como Bacharel em Ciências Econômicas (CUFSA). Especialista em Docência no Ensino Superior (SENAC) atuou durante 7 anos como educador voluntário no Projeto Formare da Fundação Iochpe, ministrando aulas sobre Ética, Sociedade, Política e Democracia. Como articulista no Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) escreve sobre política e economia da Eurásia.
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