NOTAS ANALÍTICAS

Seul recebe ultimato de Pyongyang

A “Coreia do Norteenviou um comunicado para Seul informando que, caso o país continue reforçando suas defesas, juntamente com seus aliados, seu país irá atacar sem aviso prévio. Esta é mais uma das ameaças do governo comunista, durante as celebrações do 101o aniversário do ex-mandatário do país, Kim Il-Sung.

A mensagem enviada pelas autoridades do norte para os coreanos do sul foi feita devido ao receio de que Washington e a “Coreia do Sul” posicionem suas forças militares em pontos estratégicos e possam fazer um ataque preventivo. O comunicado foi emitido juntamente com o anúncio de que Seul e os representantes estadunidenses estão realizando reuniões de segurança para combater o risco norte-coreano.

As ameaças da “Coreia do Norte” e suas ações internas (como a criação de entidades para tratarem de armamentos nucleares) ainda são mantidas como postura estratégica, porém sua constância sem a efetivação do que é anunciado faz com que cresçam as dúvidas quanto a real possibilidade de serem executadas.

Para muitos especialistas, em concordância com os comunicados da rede oficial de notícias do país comunista, um míssil poderia ter sido lançado neste último final de semana, porém o lançamento não ocorreu, consolidando ainda mais as conclusões dos observadores internacionais de que as atuais ações do jovem Kim Jong-un não passam de mais uma ação tática para barganhar com as grandes potências, além de responder ao consumo doméstico das demais lideranças políticas e militares, trazendo também mais dúvidas sobre as reais pretensões do líder, bem como enfraquecendo o receio de que realmente haja uma guerra.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://spanish.yonhapnews.co.kr/national/2013/04/15/0300000000ASP20130415002800883.HTML

Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2013/04/16/1s165412.htm

About author

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. É membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence. Atualmente trabalha como repórter fotográfico.
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