fbpx
NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A situação de insegurança na Líbia

Atualmente, a cidade de Benghazi, Líbia, está ocupada pelo Exército Nacional Líbio (LNA), liderado pelo general Khalifa Haftar. De acordo com organizações de Direitos Humanos do país, o regime instaurado na cidade é responsável por atos que podem ser considerados crimes contra a humanidade.

O relatório emitido pela Human Rights Solidarity pede pela intervenção da comunidade internacional na região. Afirma-se que desde que o Gen. Haftar assumiu controle da cidade, durante julho de 2017, mortes em massa tem ocorrido. O último ato de violência culminou na morte de seis pessoas.

Áreas de controle na Líbia

O LNA e outras milícias aliadas a Haftar atuam sob a guarda da operação contraterrorismo denominada “Dignity” (Dignidade, em inglês). Este cenário é decorrente da guerra civil que envolve o país desde 2011, quando revoltas populares derrubaram o governo de Muammar Gaddafi, que perdurava por 42 anos. Em 2014, a operação “Dignity” tomou forma a partir da batalha entre o Exército Líbio e movimentos islâmicos fundamentalistas (Conselho Shura dos Revolucionários de Benghazi) liderados pela organização Ansar-al-Sharia da Líbia, considerada como terrorista pela Organização das Nações Unidas e países como EUA, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Hoje, essas mesmas organizações são combatidas pelas forças armadas da Líbia.

Mesmo com um cessar-fogo acordado sob a supervisão da França, em julho de 2017, a rivalidade entre o Governo de Acordo Nacional (GNA), apoiado pela Organização das Nações Unidas, e outros movimentos políticos da Líbia, como o LNA, ainda geram controvérsias que impactam no processo de paz no país.

O governo de Emmanuel Macron (Presidente francês) conseguiu conciliar com os dois lados do conflito a cooperação para o combate às organizações terroristas situadas na Líbia. Além disso, o primeiro-ministro Fayez Serraj (GNA) e o general Haftar (LNA) concordaram em promover eleições gerais em 2018. Outras medidas políticas para solução da crise incluem a instauração de uma autoridade civil sobre os militares e um sistema jurídico de transição capaz de instaurar processos de anistia, sob a guarda dos Direitos Humanos.

Mesmo com a consolidação dos esforços para combater o terrorismo no país, ainda será necessário vender a ideia de aproximação política para grande parte da população, que não participou diretamente das conversas de julho e ainda vive insegura com o avanço do combate ao terrorismo no país.

———————————————————————————————–                    

Fontes das Imagens:

Imagem 1Bandeira da Líbia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Flag_of_Libya.svg#/media/File:Flag_of_Libya.svg

Imagem 2 Áreas de controle na Líbia” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Libyan_Civil_War.svg#/media/File:Libyan_Civil_War.svg

About author

Gabriel Mota Silveira é formado em Relações Internacionais. É mestrando do programa de pós-graduação em Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PPGRI/PUC-MG), com linha de pesquisa em Insituições, Conflitos e Negociações Internacionais. É pós-graduado em Relações Governamentais e Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília (UniCEUB), e discente associado ao Centro Brasileiro de Estudos Constitucionais do Instituto CEUB de Pesquisa e Desenvolvimento (CBEC-ICPD). Entusiasta do estudo do Terrorismo Transnacional e Insituições Internacionais. Já prestou serviço ao Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, trabalhou na Embaixada do Reino Unido em Brasília e no Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Atua hoje junto à Assessoria de Relações Internacionais da Secretaria de Estado de Governo de Minas Gerais.
Related posts
ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Fundo Monetário Internacional estima crescimento da economia chinesa em quase 2%, contrariando tendência mundial

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Conselho Europeu se reúne para tratar de ação conjunta europeia para combater a COVID-19

NOTAS ANALÍTICASPARADIPLOMACIA

As cidades mais caras da América Latina

NOTAS ANALÍTICASPOLÍTICAS PÚBLICASSAÚDE

Resposta à COVID-19 nas Américas pode sofrer transformação a partir de novos testes rápidos

Receba nossa Newsletter

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá!