NOTAS ANALÍTICASSegurança Internacional

Soldado embriagado na República Democrática do Congo mata 12 civis

Na tarde do dia 30 de julho de 2020, um soldado da parte oriental da República Democrática do Congo matou 12 civis e feriu mais 9 pessoas enquanto estava embriagado. Uma das vítimas era uma menina de dois anos. O incidente ocorreu na cidade de Sange, cerca de 24 km da fronteira com o Burundi. O autor do crime está sendo procurado pelas autoridades locais, de acordo com a declaração de Theo Kasi, Governador da província de Kivu do Sul.

O Capitão Dieudonne Kasereka, porta-voz do Exército em Uvira, afirmou que o homem está foragido e continua armado. Ele também relatou a presença de uma delegação do Exército e de uma equipe da Organização das Nações Unidas para acalmar a população na região. Alguns residentes revoltados com a situação bloquearam a rodovia 5, que transpassa o local, com galhos e pneus incendiados. Além disso, testemunhas locais relataram que o trânsito foi bloqueado por manifestantes que mostraram os corpos das 12 vítimas.

Soldados em patrulha, em 2015

Ndaburwa Rukalisa, líder local em Sange, disse que o responsável pelo crime é um soldado das Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC) pertencente ao 122 Batalhão e que estava em estado de embriaguez. O Presidente Felix Tshisekedi alegou que esse ataque é um crime de ódio e demonstrou suas condolências às famílias das vítimas.

General Kisempia Sungilanga, antigo chefe de gabinete das FARDC, em dezembro de 2006

Alguns generais estão sofrendo penalizações pelos Estados Unidos da América e pela União Europeia por supostos abusos. Além disso, a Organização das Nações Unidas os acusa de terem fornecido armamentos para rebeldes e gangues criminosas. O Exército do país também tem sido reconhecido pelo seu despreparo e falta de profissionalismo. Soma-se também a denúncia frequente por crimes contra civis.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Hasteamento da bandeira da República Democrática do Congo, em 2010” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Armed_Forces_of_the_Democratic_Republic_of_the_Congo#/media/File:Congolese_troops_at_Camp_Base,_Kisangani_2010-05-05_2.JPG

Imagem 2Soldados em patrulha, em 2015” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Armed_Forces_of_the_Democratic_Republic_of_the_Congo#/media/File:Aveba,_district_de_l’Ituri,_Province_Orientale,_DR_Congo_-_Des_militaires_FARDC_en_patrouille._(16643921095).jpg

Imagem 3General Kisempia Sungilanga, antigo chefe de gabinete das FARDC, em dezembro de 2006” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Armed_Forces_of_the_Democratic_Republic_of_the_Congo#/media/File:Kisempia.jpg

About author

Bacharela em Relações Internacionais pelo Centro Universitário IBMR - Laureate International Universities. Pesquisadora na mesma instituição pelo Núcleo de Pesquisa Maria Rabello Mendes (NUPREM) e coordenadora da Rede Brasileira de Pesquisa sobre Operações de Paz (REBRAPAZ). Realizou cursos em instituições notáveis como Curso de Estudos de Política e Estratégia (CEPE) da Associação de Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG), Curso de Coordenação Civil-Militar do Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), Curso de Geopolítica na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME), entre outros. Realizou artigo para a conclusão da graduação sobre a relação entre a liderança e legitimidade da atuação brasileira em Operações de Paz e seus efeitos diplomáticos no Conselho de Segurança da ONU. Ressalta-se também o artigo realizado sobre o Relatório Santos Cruz apresentado na Escola Superior de Guerra - 2018 e o artigo sobre as Operações de Paz da ONU e OTAN através da visão Comparativa do Direito Internacional aceito pela Academia Brasileira de Direito Internacional - 2019 e apresentado durante seu evento anual.
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