ÁSIAEUROPANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Suécia receberá visita oficial do presidente Obama

Após o anúncio do cancelamento da visita do presidente norte-americano Barack Obama à Rússia[1], para a participação de uma cimeira bilateral, o Primeiro-Ministro da Suécia”, Fredrik Reinfeldt, informou que o governante americano aceitou o seu convite de visitar o país, nos dias 4 e 5 de setembro, com o objetivo de realizar o primeiro encontro bilateral entre líderes dos dois Estados em solo sueco, conforme destacado pelo “Ministro das Relações Exteriores da Suécia”, Carl Bildt[2].

Nas palavras de Reinfeldt, “Esta será uma boa oportunidade para discutir os desenvolvimentos políticos e econômicos do mundo diretamente com o Presidente Obama, e uma oportunidade para apresentar a visão da Suécia. Estou ansioso para nossas conversas sobre as condições para o comércio, a necessidade de reformas e da situação econômica na Europa e no mundo[3].

Para Carl Bildt, a visita de Obama (a primeira visita oficial de um presidente dos EUA à Suécia) demonstra a melhora e o aprofundamento das relações entre os dois países, consequência do protagonismo sueco na União Europeia” (UE). De acordo com Bildt, “a Suécia é vista em Washington como um ator relevante e interessante, especialmente no seio da UE, mas também em vários outros contextos. E que temos uma clara percepção da importância das relações transatlânticas em uma série de aspectos[3].

Jan Joel Andersson, cientista político do “Instituto Sueco de Relações Internacionais”, apontou para a compatibilidade de visões entre os dois Estados sobre a importância e necessidade da realização do “Acordo de Livre Comércio” transatlântico. Com isso, os EUA encontram na Suécia o principal parceiro europeu para o sucesso do Acordo[4].

A anterior relutância americana, priorizando uma maior aproximação na região escandinava através da Noruega e da Dinamarca, deu-se devido a posição sueca em permanecer fora da Organização do Tratado do Atlântico Norte” (OTAN). Entretanto, de acordo com Andersson, a aproximação do efetivo militar sueco às operações da OTAN no Afeganistão e na Líbia, colaboraram para aproximar os dois Estados[4].

O Primeiro-Ministro sueco aproveitou para convidar suas contrapartes dos demais países nórdicos – Dinamarca, Noruega, Finlândia e Islândia – para participarem do encontro com o presidente Obama. Para Reinfeldt, “Nós [países nórdicos] temos um monte de coisas em comum e isso nos dá a oportunidade de discutir estas questões diretamente com o presidente Obama[5]. Em nota à imprensa, a “Casa Branca” afirmou que a Suécia, “grande amigo e parceiro dos Estados Unidos [da América]”, “desempenha um papel fundamental de liderança no cenário internacional[3], principalmente no que tange as negociações acerca do comércio transatlântico, na promoção de tecnologias limpas e na defesa da sustentabilidade ambiental.

———————————-

Imagem (Fonte):

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7f/Swedish_flag_with_blue_sky_behind_ausschnitt.jpg  

———————————-

Fontes consultadas:

[1] Ver:

https://ceiri.news/uma-nova-guerra-fria/

[2] Ver:

http://www.thelocal.se/49510/20130807/  

[3] Ver:

http://www.government.se/sb/d/17191/a/221404  

[4] Ver:

http://www.thelocal.se/49514/20130807/  

[5] Ver:

http://www.thelocal.se/49668/20130815/  

About author

Mestrando em Ciência Política pela Universidade de São Paulo (Usp); Bacharel em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (Puc-SP). Colaborador do Núcleo de Análise da Conjuntura Internacional (NACI) e do Núcleo de Estudos de Política, História e Cultura (Polithicult). Experiência profissional como consultor de negócios internacionais. Atua nas áreas de Política Internacional, Integração Europeia, Negócios Internacionais e Segurança Internacional. No CEIRI NEWSPAPER é o Coordenador do Grupo Europa.
Related posts
ÁSIAECONOMIA INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

China lança plano de transformar Shenzhen em “motor central” de reforma

AGÊNCIAS DE COOPERAÇÃOCOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICAS

Impacto da COVID-19 na educação é tema de Relatório das Nações Unidas

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Ataque jihadista a civis deixa 25 mortos em Burkina Faso

ANÁLISES DE CONJUNTURANOTAS ANALÍTICAS

COMUNICADO CEIRI NEWS DE 12 DE OUTUBRO

Receba nossa Newsletter

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Open chat
Olá!