AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

John Kerry diz que houve progresso nas negociações entre Israel e Palestina

O Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, chegou a Israel nesta quarta-feira para reuniões com o Primeiro Ministro israelense Benjamin Netanyahu e com aAutoridade Palestina”. Na última quinta-feira, Kerry e Netanyahu reuniram-se em Jerusalém, onde apresentaram para a mídia que cobriu o encontro boas previsões para futuros Acordos de Paz[1].

Segundo Netanyahu, Israel está pronto para a esperada e histórica paz com a Palestina a ser realizada em um Acordo de Dois Estados”. O Primeiro-Ministro israelense ressaltou que ambos os lados necessitam tomar atitudes reais e evitar crises artificiais. Uma das preocupações que o país tem em relação ao tão esperado Acordo é a segurança do território de Israel. Netanyahu deixou claro que os israelenses devem ter o direito de autodefesa em qualquer negociação que possa vir a ser feita[2].

Kerry reconheceu a preocupação por parte de Israel em relação a devolução de territórios, o que poderia tornar o país vulnerável a ataques, segundo o Governo. Neste quesito, ele declarou ter conversado com o Primeiro-Ministro israelense acerca dos desafios sobre a segurança. Kerry não aprofundou mais este assunto para os repórteres presentes[3].

O Secretário de Estado norte-americano afirmou que a segurança do Estado de Israel é um assunto de grande importância para os Estados Unidos. Ele declarou, ainda, que este ponto foi especialmente tratado nas conversações com o Irã e em negociações com a “Autoridade Palestina”.

As relações entre Israel e Irã têm ficado mais tensas nos últimos meses e o acordo relacionado às armas nucleares iranianas deixou o governo israelense mais inquieto. Kerry procurou deixar bem claro para Netanyahu que os “Estados Unidos” ficarão atentos para que o Irã cumpra o programa de contenção nuclear e que se desenvolva um acordo permanente com o país após o período de seis meses de construção de confiança estabelecido em Genebra.

Na tarde do mesmo dia, John Kerry se reuniu com o “Presidente da Autoridade Palestina”, Mahmoud Abbas, em Rammalah. Após o encontro, um oficial palestino declarou anonimamente à agência de notícias Reuters que a “Autoridade Palestina” rejeitou a proposta norte-americana para questões de segurança de Israel. Segundo o relato, as medidas propostas por Kerry na reunião só serviriam para sustentar os assentamentos israelenses.

O Secretário de Estado estadunidense afirmou após a reunião que “existem questões de sobrevivência, questões de respeito e dignidade que são obviamente significativas para os palestinos, e para os israelenses questões de segurança muito sérias[4].

O relacionamento entre Israel e Palestina possui muitos pontos sensíveis, dentre eles desacordos internos por parte dos governos de ambos os lados e a questão territorial. John Kerry afirmou, no entanto, que os EUA permanecem altamente comprometidos com a questão e também que progressos estão sendo realizados[5].

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Imagem (Fonte):

http://america.aljazeera.com/articles/2013/11/6/deadlock-tweenisraelispalestiniansputspeacedealinjeopardy.html

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/12/05/us-iran-nuclear-israel-usa-idUSBRE9B40FB20131205

[2] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.561932

[3] Ver:

http://www.jpost.com/Diplomacy-and-Politics/Kerry-Israels-security-at-the-top-of-US-agenda-in-Iran-nuclear-talks-334076

[4] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/1.562007

[5] Ver:

http://www.ynetnews.com/articles/0,7340,L-4461805,00.html

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ÁSIANOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Provável intervenção ocidental na Síria aumenta risco de regionalização do conflito

O “Oriente Médio” vive estes dias na expectativa de uma provável intervenção norte-americana na Síria. O conflito interno do país tem provocado grande instabilidade na região e os analistas advertem para o agravamento das tensões regionais ante uma possível intervenção militar, que poderá ter reflexo em países como o Iraque e o Líbano[1].

Embora os EUA ainda não se tenham decidido pela intervenção militar, a região encontra-se em estado de alerta e, mesmo que involuntariamente, de algum modo, ela já está envolvida no conflito[2]. O fato de Barack Obama, Presidente dos EUA, ter solicitado a aprovação do Congresso para intervir naquele país do “Oriente Médio”, não serviu para diminuir os riscos e as apreensões em torno de um conflito maior.

Por outro lado, a iniciativa do Presidente norte-americano não recebeu a aprovação de todos os aliados da OTAN. Já em Israel, a atitude de Barack Obama foi vista como hesitante ante o país árabe, o que denotou certa preocupação por parte do Primeiro-Ministro israelense, Benjamin Netanyahu, para quem os EUA estão sendo observados por Teerã[3].

No momento em que as atenções estão voltadas para a Síria e em que a França também manifesta a intenção de intervir naquele país, mesmo que unilateralmente[4], o presidente sírio Bashar al-Assad advertiu sobre a possibilidade de regionalização do conflito se a Síria for alvo de uma ação bélica ocidental[5].

O risco de um conflito regional não é descartado por estudiosos e há quem ressalte falhas na redação do pedido norte-americano de autorização para a intervenção naquele país, a ser votado no Congresso. Para o professor de Direito da “Universidade de Harvard”, Jack Goldsmith, a solicitação de autorização elaborada pela “Administração Obama” não define claramente o modo de intervenção, o que amplia as possibilidades de ação de qualquer ramo das “Forças Armadas”, não estando especificados os tipos e a localização dos alvos[6].

Enquanto crescem as expectativas em torno da possibilidade de a Síria sofrer uma intervenção militar norte-americana, a Venezuela e o Irã vão apresentar uma ação conjunta aoMovimento de Países-Não Alinhados” para tentar impedir que tal ação seja efetivada[7]. Preocupado com o desfecho dos acontecimentos num futuro próximo, o “Secretário Geral da ONU”, Ban Ki-moon, adverte acerca da escalada de violência com uma intervenção militar na Síria[8].

No momento em que o Ocidente procura dar uma resposta ao uso de armas químicas que, segundo informações, foram utilizadas na Síria, aumentam as incertezas e a instabilidade na região. Se for confirmada a intervenção dos EUA, as estratégias entretanto escolhidas irão influenciar o futuro da Síria e dos países que lhe são vizinhos.

Em realidade, a solução da crise pela via diplomática é a alternativa adequada para desfazer qualquer possibilidade da regionalização deste conflito e, assim, evitar a perda de mais vidas humanas.

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Imagem (Fonte):

http://4.bp.blogspot.com/-W1KNMlbfOaI/UdV-2JumpkI/AAAAAAAAAYc/ml0kYxfEEiU/s640/Syrian+regionalisation.png

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/09/01/interna_mundo,385662/risco-de-caos-no-oriente-medio-aumentou-drasticamente-diz-especialista.shtml

[2] Ver:

http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/mundo/2013/09/01/interna_mundo,385662/risco-de-caos-no-oriente-medio-aumentou-drasticamente-diz-especialista.shtml

[3] Ver:

http://www.haaretz.com/news/diplomacy-defense/.premium-1.544917

[4] Ver:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2013/09/01/estados-unidos-recua-no-ataque-a-siria-franca-diz-que-pode-agir-sozinha/

[5] Ver:

http://actualidad.rt.com/actualidad/view/104592-bashar-assad-accion-militar-guerra-siria-occidente

[6] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/09/02/us-syria-crisis-usa-authorization-idUSBRE9810L020130902

[7] Ver:

http://expresso.sapo.pt/siria-venezuela-e-o-irao-convocam-nao-alinhados-para-impedir-ataque-dos-eua=f828550

[8] Ver:

http://g1.globo.com/revolta-arabe/noticia/2013/09/ataque-siria-pode-aumentar-banho-de-sangue-alerta-chefe-da-onu.html

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Política Nuclear iraniana continua sob impasse

Mesmo com a eleição do novo “Presidente do Irã”, Hassan Rouhani, que assumirá seu cargo em 5 de agosto próximo, após ter vencido as eleições no dia 14 de junho, a questão do “Programa Nuclear Iraniano” continua sob impasse.

O novo responsável pelo Governo está preservando o discurso anterior de confronto com Israel e EUA, apesar de ter afirmado que está buscando aproximações com os norte-americanos, ter feito várias críticas ao ex-presidente Ahamdinejad (acusando-o de incompetência administrativa) e criar a sensação de ser um moderato, tanto que chegou a assegurar que abriria espaços para a internet no país, uma vez que fontes internas e internacionais revelam que os e-mails são monitorados e há restrições à consulta livre de sites ocidentais.

O problema nuclear se manteve no mesmo compasso e já foi anunciado que serão mantidos os procedimentos, apesar das retomadas dos diálogos entre o governo do Irã e a comunidade internacional, mais especificamente, o denominado “Grupo dos 6” (“Estados Unidos”, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) que realizou reunião na terça-feira passada, dia 16, sob coordenação da chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, tendo-se chegado apenas ao resultado de que haverá novas reuniões[1] tratando do problema de forma mais ampla.

Observadores apontam que os iranianos mantêm sua postura principalmente devido ao apoio que continuam recebendo da Rússia e da China, que não aceitam qualquer interferência externa, nem sanções unilaterais contra os persas.

A situação continua tensa e indefinida, com mais declarações de Israel de que usará da força militar para impedir a conclusão do projeto atômico, mesmo porque não considera que haverá mudança de rumos com a novo Governo em Teerã, nem que o futuro presidente seja diferente do que está se despedindo, já que, segundo afirmam as autoridades israelenses, este é um “lobo sob pele de cordeiro[2].

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou ao programa “Face the Nation” da “CBS News”: “Eles estão chegando próximo da linha vermelha. Não a atravessaram ainda. (…). Estão chegando perto e mais perto da bomba. E têm de saber, em termos seguros, que isso não será permitido. (…). Nosso relógio está girando em um ritmo diferente. Estamos mais próximos do que os Estados Unidos. Estamos mais vulneráveis. Por isso, teremos de cuidar dessa questão sobre como parar o Irã, talvez antes dos Estados Unidos[2]. Acrescenta ainda: “(estão construindo) centrífugas rápidas que podem levar o Irã a atravessar a linha em um ritmo mais rápido – quero dizer, dentro de algumas poucas semanas[2], mesmo porque o novo Presidente “está criticando seu antecessor (Mahmoud Ahmadinejad) por ser um lobo em pelo de lobo. Sua estratégia é ser um lobo em pelo de cordeiro. Sorrir e construir sua própria bomba[2].

As declarações do israelense foram recebidas com críticas e desconsideração por parte de Hassan Rohani que declarou: “Quando alguns (Estados Unidos e Israel, N.R.) dizem que todas as opções estão sobre a mesa e um país miserável da região (Israel, N.R.) diz coisas semelhantes, nos provoca risadas. (…). Quem são os sionistas para nos ameaçar?[3].

Analistas apontam que a segurança dos iranianos decorre do apoio que recebem da Rússia e da China, que não aceitam qualquer interferência externa e declararam novamente que estarão ao lado do Irã para fazer preservar seu direito à energia nuclear.  A China anunciou, por meio de seu representante permanente na ONU, Wang Min, que o único caminho admissível é o diálogo, sem aplicação de sanções[4] e o porta-voz russo nas “Nações Unidas”, o vice-embaixador na ONU, Piotr Ilitchov, declarou de forma  mais incisiva e contundente durante uma sessão do “Conselho de Segurança da ONU” que não vê alternativa diplomática e também não aceita a aplicação de sanções, devendo-se respeitar o “Tratado de Não-Proliferação Nuclear” (TNP). Afirmou claramente: “Não vemos qualquer alternativa para chegar a uma solução política e diplomática. (…). Os esforços nessa área devem proceder de princípios consistentes, de reciprocidade e conforme o Tratado de Não Proliferação[5].

Tais declarações levaram os intérpretes a considerar que, da parte russa, o Irã terá preservado seu Programa Nuclearda forma como vem desenvolvendo, podendo isso significar que, se as afirmações dos europeus, israelenses e norte-americanos estiverem corretas, ou seja, que o processo caminha para a conclusão de um projeto bélico, Teerã conseguirá a produção de sua bomba atômica, restando como provável o cenário de ataque das usinas em território persa por parte de Israel.

Diante do quadro de impasse criado, observadores não acreditam em avanços nas próximas reuniões, o que tornará mais tensa a situação, bem como mais propícia a execução israelense.

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Imagem (Fonte):

http://en.rian.ru/world/20130615/181686761.html 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2013/07/17/sexteto-se-compromete-a-se-reunir-com-ira-em-breve/   

[2] Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/07/14/interna_internacional,422605/netanyahu-diz-que-pode-agir-antes-de-eua-sobre-ira.shtml 

[3] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/ameacas-de-israel-provocam-risadas-diz-presidente-eleito-do-ira.html

Ver também:

http://www.boainformacao.com.br/2013/07/novo-presidente-do-ira-critica-israel-e-diz-que-vai-manter-apoio-a-ditador-sirio/

[4] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/07/16/1s169673.htm

[5] Ver:

http://gazetarussa.com.br/internacional/2013/07/16/nao_vemos_solucao_diplomatica_para_o_ira_diz_diplomata_russo_20475.html  

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Ver também:

http://www.iranews.com.br/noticia/10389/estado-terrorista-israel-testa-novo-missil-balistico-com-capacidade-nuclear

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

O “Dossiê Nuclear” e as tensões entre Israel e o Irã

O “Programa Nuclear Iraniano” começou na década de 1950 e a sua origem remonta ao regime do xá Mohammad Reza Pahlavi. Inicialmente, ele fez parte do programa “Átomos para a Paz”, tendo recebido a ajuda dos Estados Unidos, pois o Irã integrava o grupo de países que assinaram o “Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares[1].

Após a “Revolução Islâmica”, em 1979, o Projeto caiu no esquecimento durante um tempo mas, depois, foi retomado sem o auxílio do Ocidente. Hoje, o “Programa Nuclear” é administrado pela “Organização de Energia Atômica do Irã”, tendo recebido um novo impulso a partir de 1995, quando o país fez um acordo com a Rússia, para concluir a usina nuclear “Bushehr I”, o que não se efetivou. Porém, a partir de 2005, com a eleição de Mahmoud Ahmadinejad, começaram as preocupações de Israel e do Ocidente em relação ao programa iraniano, embora o Irã sempre tenha afirmado que tem objetivos pacíficos e civis, isto é, que a energia nuclear visa ser aplicada na Medicina e na produção energia elétrica.