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Segunda fase do acordo do “Governo do Acre” com o “Programa de Desenvolvimento Sustentável do BID”

O Estado do Acre, que ocupa 164.221 km2 e compartilha fronteiras com o Peru e a Bolívia, é um grande desconhecido pela maioria da população brasileira, às vezes lembrado por ser o estado de origem de Marina Silva, importante defensora das questões ambientais, e outras lideranças populares e sindicais do passado, como Chico Mendes*. 

É interessante destacar que o Acre tem uma longa relação com a floresta e seus produtos madeireiros e não-madeireiros, principalmente a borracha.  Entretanto, nos últimos anos o Estado vem sofrendo grande pressão de desmatamento devido a implementação de projetos de infraestrutura e criação de gado de corte, sendo a produção de carne a maior contribuição do PIB do estado.

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“Plano ABC* do Governo Federal”: recuperação de pastagens e a meta brasileira auto-imposta na COP15

A “15a Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas” ocorrida em Copenhagen (2009)** foi importante para o Brasil em termos dos compromissos auto-impostos. Na ocasião, o Brasil se comprometeu em reduzir voluntariamente entre 36,1% e 38,9% as emissões nacionais até 2020, com a linha de base de 2005. Tal comprometimento foi ratificado em forma de Lei (“Política Nacional de Mudanças Climáticas” – PNMC, Lei nº 12.187, de 29 de Dezembro de 2009) com a criação de 12 planos setoriais, entre eles o de agricultura, que possui 6 subprogramas: (1) Recuperação de Áreas Degradadas, (2) Integração da Lavoura e Pecuária, (3) Plantio Direto, (4) Fixação de Nitrogênio, (5) Florestas Plantadas e (6) Tratamento de Dejetos.

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O problema ambiental no desenvolvimento da infraestrutura brasileira para o escoamento da produção com as novas rotas para o comércio exterior

A produção agrícola brasileira tem batido recordes a cada ano e é possível observar a dificuldade do escoamento da produção desde a sua origem até os portos brasileiros.  Tem-se falado sobre o melhoramento da infraestrutura, atualmente demasiadamente focada nas rodovias, no entanto, outros modais continuam a ser vistos de forma longínqua, chegando a mídia a afirmar que se tratam de quase delírios para a realidade brasileira.

Conforme apontam vários especialistas, não há vozes discordantes em relação à necessidade iminente do desenvolvimento da infraestrutura brasileira de modo a melhorar a competividade no comércio internacional e, consequentemente, a economia nacional.  

Porém, quando se fala em melhorar a infraestrutura logística para o escoamento da produção, deve-se pensar não de forma imediatista, na solução mais fácil e simples e deixar de lado questões relevantes, as quais terão grande impacto no futuro, tal como a questão ambiental.

ANÁLISES DE CONJUNTURACooperação Internacional

Mudanças climáticas: como surgiu, como estamos no contexto internacional e tendências do mercado junto ao setor privado

O tema “mudanças climáticas” está cada dia mais em voga e muito se discute o papel isolado da população, ONGs, governos e setor privado.  Muitas vezes parece haver uma ruptura de quem é responsável pelo quê, como se vivêssemos em uma sociedade feita de caixas isoladas ao invés de uma sociedade interativa onde existe (ou deveria existir) uma correlação profunda entre diferentes representantes da sociedade.

No contexto internacional, as Nações Unidas têm apresentado um papel importanteao colocar em pauta o tema ambiental e se deve considerar como um caso de sucesso o fato de atualmente existir um quase consenso internacional de que, quaisquer que sejam os fatores, existe uma diferença significativa na variação da temperatura, na frequência e na intensidade (para maior ou menor) das estiagens e das chuvas, dentre vários fenômenos que estão alterando a percepção sobre o meio ambiente e a relação do homem com a natureza.