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O reavivar do processo de Paz entre Israel e a Palestina

O processo de paz entre Israel e a Palestina está congelado desde setembro de 2010, quando Israel recusou parar com a construção dos assentamentos nos territórios ocupados da Palestina. Após quase três anos de estagnação, o processo está a ser reavivado mediante os esforços diplomáticos do Secretário de Estado norte-americano, John Kerry. Há previsão para que, nas próximas semanas, ocorra a reabertura do diálogo entre as duas partes.

Ambos têm, como pressupostos, a satisfação prévia de algumas exigências para que possam regressar à mesa de negociações. A Palestina requer a soltura dos presos e aponta, como exigência primordial, a volta das fronteiras anteriores a 1967[1]. Como contraproposta, Israel aceitou libertar oitenta e dois prisioneiros, aprisionados no período que antecedeu os “Acordos de Oslo[2] (1993-1995) mas, segundo o Ministro israelense das Relações Internacionais e Assuntos Estratégicos, Yuval Steinitz, o Governo não aceitou a solicitação  referente ao retorno das fronteiras anteriores a 1967[3].

Ante os desafios que cercam as negociações para a paz, o “Primeiro Ministro de Israel”, Benjamin Netanyahu, procura encontrar apoio de seu gabinete para levar adiante um possível acordo de paz com a Palestina. Segundo um funcionário, Benjamin Netanyahu vai tentar conquistar o apoio dos opositores ao acordo de paz, dando ênfase à importância estratégica, para Israel, do estreitamento das relações com os EUA para lidar com a ameaça nuclear iraniana, a Guerra Civil  na Síria e o conflito interno no Egito. O Primeiro Ministro israelense também garantiu que nenhum acordo será assinado sem a aprovação da população de seu país, através de um Referendo[4].

Na Palestina, Mahmud Abbas enfrenta a rejeição do Hamas às negociações para um acordo de paz com os israelenses. Para o Hamas, o presidente da “Autoridade Nacional Palestina” não tem legitimidade para representar o povo palestino[5]. Em paralelo com as divergências internas, o mundo árabe também se mostra descrente num avanço significativo do processo de paz e, segundo informações, a imprensa árabe dá mais atenção aos conflitos regionais, tais como a “Guerra Civil Síria” e a queda do presidente Mohamed Morsi, no Egito[6], do que ao processo de paz.

Até ao momento, os desafios a serem vencidos não são poucos e isso ficará, inicialmente, sob a responsabilidade de Tzipi Livni, do lado israelense, e do seu homólogo palestino, Saeb Erekat, ambos indicados pelo chefe da diplomacia norte-americana, para dar início às primeiras reuniões e, assim, impulsionar negociações capazes de chegarem a um acordo duradouro, que se revela da maior importância tanto para os israelenses quanto para os palestinos.

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Imagem (Fonte):

https://publicintelligence.net/wp-content/uploads/2010/09/israelpalestinehandshake6.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.jpost.com/Middle-East/Analysis-Arab-world-pessimistic-on-resumption-of-peace-talks-320601

[2] Ver:

http://www.jpost.com/Breaking-News/Report-Israel-to-release-82-prisoners-prior-ahead-of-renewed-peace-talks-320623

[3] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/israel-aceita-libertar-presos-palestinos-para-reiniciar-conversas-sobre-paz.html

[4] Ver:

http://www.reuters.com/article/2013/07/22/us-palestinians-israel-idUSBRE96L0R920130722

[5] Ver:

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/mundo/noticia/2013/07/secretario-de-estado-americano-anuncia-acordo-para-retomada-de-negociacoes-entre-israelenses-e-palestinos-4205935.html

[6] Ver:

http://www.jpost.com/Middle-East/Analysis-Arab-world-pessimistic-on-resumption-of-peace-talks-320601  

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