NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Netanyahu aprova US$ 18 milhões adicionais em plano de assistência para assentamentos na Cisjordânia

No último dia 19 de junho de 2016, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu aprovou um plano de assistênciade US$ 18 milhões (70 milhões de Shekels israelenses) para assentamentos na Cisjordânia. O plano autoriza fundos adicionais aos US$ 88 milhões já alocados pelo Estado para assentamentos de israelenses, a fim de “reforçar a segurança, ajudar pequenas empresas e incentivar o turismo” nas comunidades de Judéia e Samaria – termo utilizado por Israel para denominar a Cisjordânia, excluindo-se Jerusalém Oriental. O movimento provocou reações tanto dos legisladores da Oposição como de palestinos, pois os assentamentos são amplamente considerados ocupações ilegais em território palestino pela comunidade internacional.

Conforme o International Business Times, a Resolução do gabinete de Netayahu afirma que “comunidades israelenses na Judéia e Samaria enfrentam uma situação de segurança singular diariamente em virtude de sua localização geográfica e da natureza da vida na área. Desde o início de outubro de 2015, houve uma escalada na situação da segurança em Judéia e Samaria como resultado da onda de terror”.  Adicionalmente, declara que “As mudanças na situação securitária em Judéia e Samaria impactam na capacidade de conduzir a vida normal na região e demandam assistência em uma série de áreas – além da segurança – que irá reduzir a influência da situação de segurança e seu impacto sobre a vida quotidiana dos residentes, de seus negócios, e autoridades locais na área”. Além da segurança, o dinheiro também visará atualizar a infra-estrutura turística, instalações desportivas e eventos culturais, disseram os ministros. Mas, o anúncio, que reunirá contribuições dos Ministérios do Interior, Agricultura, Saúde, Turismo e Bem Estar Social, foi recebido com críticas tanto dentro de Israel, como ao redor do mundo.

A decisão de Netanyahu atraiu críticas da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), o Governo da Palestina reconhecido pela ONU, reportou a Newsweek. “Israel está fazendo todo o possível para sabotar todos os esforços para alcançar uma paz justa e duradoura. Este é mais um tapa na cara da comunidade internacional”, disse Saeb Erekat, secretário-geral da OLP. “Já é tempo que a comunidade internacional assuma suas responsabilidades para com este governo extremista que apoia abertamente o Apartheid e se posiciona contra a solução de dois Estados”, completou.

O projeto de financiamento complementar de Netanyahu também provocou uma reação negativa em Washington, aliado histórico do Estado israelense, mas que tem criticado o Premier com respeito a estratégia de construção de assentamentos. “Nós nos opomos fortemente a toda atividade de assentamento, que é corrosiva para a causa da paz”, declarou o Porta-Voz do Departamento de Estado dos EUA, John Kirby. “Continuamos a olhar para ambos os lados por demonstrações com ações e políticas de um verdadeiro compromisso com uma solução de dois Estados. E ações como estas, acreditamos, fazem exatamente o oposto”, completou Kirby em pronunciamento em 20 de junho.

Parlamentares da Oposição também atacaram a decisão, alegando que, em vez de impulsionar a periferia do país em dificuldades, o Governo “despejava dinheiro em uma empreitada que minou a segurança de Israel e sua posição internacional”. Amir Peretz, da União sionista, disse que os assentamentos não precisam de segurança extra, e que o dinheiro teria sido mais bem gasto com crianças pobres, no que ele chamou de “periferia” de Israel. “Eu acho que isso derrama sal sobre as feridas dos fracos, daqueles que precisam de cada shekel”, disse Peretz, ao The Jerusalem Post. O membro do Knesset declarou em entrevista à Rádio Israel, que o Ministério da Defesa já fornece o suficiente para a segurança dos assentamentos, e que “não se precisa fazer uso da segurança para canalizar indiretamente fundos para os assentamentos. (…). O conceito de ‘segurança’ está sendo usado de forma dissimulada, porque o establishment de segurança não irá abandonar os assentamentos”.

A decisão surge na sequência de uma onda de violência por parte de palestinos contra israelenses – soldados e civis – em Jerusalém, Cisjordânia e outras cidades israelenses, desde outubro de 2015. A violência que inclui esfaqueamentos, tiroteios e assaltos com batidas de carro já deixou 32 israelenses e dois americanos mortos. As forças israelenses mataram 207 palestinos no mesmo período, a maioria dos quais o Governo alega serem agressores.

De acordo com a Associated Press, “cerca de 600.000 judeus vivem em assentamentos, colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, construídas em terras capturadas da Jordânia, por Israel, na guerra de 1967”. Os assentamentos têm sido criticados pelas Nações Unidas como impedimento de qualquer possível solução duradoura ao conflito Israelo-Palestino. A maioria do mundo os considera ilegais e o Governo israelense tem enfrentado fortes críticas em virtude de sua contínua expansão.

Os palestinos exigem o território como parte de seu futuro Estado – na eventualidade de uma solução do conflito com a criação de dois Estados nacionais. Isso tem recebido apoio internacional e, como exemplo, a União Europeia endureceu sua postura em janeiro de 2016, adotando uma Resolução que afirmava que os acordos da UE com Israel só se aplicam às fronteiras do país estabelecidas pré-1967.

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ImagemAriel, um dos quatro maiores assentamentos na Cisjordânia. Os assentamentos são amplamente considerados ocupações ilegais pela comunidade internacional” (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Israeli_settlement#/media/File:Ariel3.JPG

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

A Atividade de pequenos grupos insurgentes aumenta em Gaza

O nível de violência a partir da “Faixa de Gaza”  contra Israel tem aumentado nos últimos tempos. De acordo com informações, os responsáveis pelo crescimento gradual dos ataques contra o país vizinho são os pequenos grupos irregulares que desafiam o controle do Hamas que, desde o fim da “Operação Pilar Defensivo”, em novembro de 2012, tem evitado a confrontação com Israel. A decisão da organização muçulmana em manter a trégua é reconhecida pelo Estado israelense mas, segundo uma fonte militar daquele país, o Hamas não se tem empenhado o suficiente para evitar as atividades dos grupos emergentes, dentre os quais são de destacar a “Brigada al-Nasser Salah al-Deeni”, as “Brigadas Abu Ali Mustafa” (as antigas “Brigadas das Águias Vermelhas”) e as “Brigadas Yahya Ayyash”. A situação tem se mantido sob controle, mas o lançamento de rockets se tornou mais frequente, registrando-se também o aumento da tensão ao longo do muro de segurança que separa Israel da “Faixa de Gaza[1].

As condições de vida dos palestinos no território governado pelo Hamas têm se deteriorado, dando fôlego aos novos grupos insurgentes. Desde que o Exército egípcio fechou os túneis de acesso à “Faixa de Gaza”, vários tipos de mercadorias, incluindo alimentos, tornaram-se escassos. Hoje, a “Faixa de Gaza” sofre com a escassez de combustível, frequentes cortes de energia e a estagnação da indústria da construção civil. O nível de desemprego chegou aos 38,5% no final de 2013[2] causando a insatisfação relativamente à administração do Hamas[3] que não consegue atender de modo eficiente as necessidades emergenciais do seu povo.

Procurando amenizar os problemas enfrentados no território e diminuir os atritos com o Egito e Israel[4], o Hamas anunciou que vai passar para empresas privadas a responsabilidade dos postos de controle da Palestina nas fronteiras com Israel e com o Egito, mas a supervisão será feita pelo Governo[5]. O Hamas tem demonstrado preocupação com as restrições da travessia na fronteira com o Egito, impostas pelas “Forças de Segurança” daquele país desde julho de 2013. As limitações egípcias aplicadas aos palestinos é parte da campanha contra os jihadistas da “Península do Sinai”, nas fronteiras com a “Faixa de Gaza” e Israel[6].

A situação econômica difícil na em Gaza é apontada como a principal causa da elevação do nível de revolta dos cidadãos palestinos, o que contribuiu para a criação de novos grupos irregulares. Isto fragiliza o Hamas, que perde a confiança de parte da sua população numa altura em que o Egito está empenhado em minar as suas forças. Segundo as autoridades egípcias, elas pretendem apoiar o descontentamento e os protestos da população da “Faixa de Gaza” contra o Hamas e, assim, neutralizá-lo[7].

A resolução dos problemas de ordem econômica e social e a desarticulação de novos grupos insurgentes são desafios que o Hamas terá que vencer para evitar um possível confronto com Israel e para continuar a manter a sua liderança na parte do território palestino que administra desde 2007.

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Imagem Guerrilheiros das Brigadas Abu Ali Mustafa intervindo numa conferência de imprensa na cidade de Gaza, 13 de novembro de 2012” (Fonte):

http://electronicintifada.net/sites/electronicintifada.net/files/121203-abu-ali-mustafa-presser.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.jpost.com/Defense/Senior-IDF-source-Gaza-violence-slowly-escalating-342225

[2] Ver:

http://www.reuters.com/article/2014/02/21/us-palestinians-gaza-blockade-idUSBREA1K09R20140221

[3] Ver:

http://www.timesofisrael.com/in-gaza-a-slow-burning-escalation-comes-courtesy-of-a-weakened-hamas/

[4] Ver:

http://www.reuters.com/article/2014/02/21/us-palestinians-gaza-blockade-idUSBREA1K09R20140221

[5] Ver:

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/1/64/95031/Egypt/Politics-/Hamas-says-to-privatise-Gaza-crossing.aspx

[6] Ver:

http://english.ahram.org.eg/NewsContent/1/64/95031/Egypt/Politics-/Hamas-says-to-privatise-Gaza-crossing.aspx

[7] Ver:

http://uk.reuters.com/article/2014/01/14/uk-egypt-gaza-exclusive-idUKBREA0D09Q20140114

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AMÉRICA LATINACOOPERAÇÃO INTERNACIONALNOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIO

MDIC anuncia aprovação de 4 Projetos pelo “Programa de Cooperação Tecnológica Brasil-Israel”

De acordo com informações publicadas no site do “Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior[1] (MDIC), foram aprovados quatro dos dez Projetos apresentados até o momento ao “Programa de Cooperação Bilateral em Pesquisa e Desenvolvimento Industrial no Setor Privado entre Brasil e Israel”.

Em um primeiro momento, foram avaliados os “méritos técnicos das propostas apresentadas, a viabilidade do projeto de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), o potencial de mercado do novo produto, processo ou serviço, o grau de inovação do projeto e a participação equilibrada de cada empresa na pesquisa[1]. De acordo com o divulgado, o financiamento aos quatro projetos aprovados deve ultrapassar o montante de US$ 13,8 milhões.

As empresas que tiveram projetos aprovados foram: (1) “Flight Technologies” (Brasil) e “NextVision” (Israel); (2) “Acrux Aerospace Technologies” (Brasil) e “Optibase Technologies” (Israel); (3) “AEL Sistema” (Brasil) e “Elbit Systems” (Israel); e (4) “Maynards Indústria Tática” (Brasil) e “MYWALL Ballistic Testing & Engineering” (Israel).

Os candidatos que fizeram propostas e não foram aprovados poderão reapresentá-las ao “Comitê Gestor” até o dia 14 de novembro, quando encerra o prazo para a entrega de projetos. Neste programa de cooperação, as empresas dos setores de saúde, defesa, energia renovável e tecnologia da informação e comunicação podem apresentar projetos em conjunto para o desenvolvimento de novos produtos, processos ou serviços.

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Fonte Consultada:

[1] Ver:

http://www.mdic.gov.br/sitio/interna/noticia.php?area=3&noticia=12753

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Política Nuclear iraniana continua sob impasse

Mesmo com a eleição do novo “Presidente do Irã”, Hassan Rouhani, que assumirá seu cargo em 5 de agosto próximo, após ter vencido as eleições no dia 14 de junho, a questão do “Programa Nuclear Iraniano” continua sob impasse.

O novo responsável pelo Governo está preservando o discurso anterior de confronto com Israel e EUA, apesar de ter afirmado que está buscando aproximações com os norte-americanos, ter feito várias críticas ao ex-presidente Ahamdinejad (acusando-o de incompetência administrativa) e criar a sensação de ser um moderato, tanto que chegou a assegurar que abriria espaços para a internet no país, uma vez que fontes internas e internacionais revelam que os e-mails são monitorados e há restrições à consulta livre de sites ocidentais.

O problema nuclear se manteve no mesmo compasso e já foi anunciado que serão mantidos os procedimentos, apesar das retomadas dos diálogos entre o governo do Irã e a comunidade internacional, mais especificamente, o denominado “Grupo dos 6” (“Estados Unidos”, Rússia, China, França, Grã-Bretanha e Alemanha) que realizou reunião na terça-feira passada, dia 16, sob coordenação da chefe de política externa da União Europeia, Catherine Ashton, tendo-se chegado apenas ao resultado de que haverá novas reuniões[1] tratando do problema de forma mais ampla.

Observadores apontam que os iranianos mantêm sua postura principalmente devido ao apoio que continuam recebendo da Rússia e da China, que não aceitam qualquer interferência externa, nem sanções unilaterais contra os persas.

A situação continua tensa e indefinida, com mais declarações de Israel de que usará da força militar para impedir a conclusão do projeto atômico, mesmo porque não considera que haverá mudança de rumos com a novo Governo em Teerã, nem que o futuro presidente seja diferente do que está se despedindo, já que, segundo afirmam as autoridades israelenses, este é um “lobo sob pele de cordeiro[2].

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou ao programa “Face the Nation” da “CBS News”: “Eles estão chegando próximo da linha vermelha. Não a atravessaram ainda. (…). Estão chegando perto e mais perto da bomba. E têm de saber, em termos seguros, que isso não será permitido. (…). Nosso relógio está girando em um ritmo diferente. Estamos mais próximos do que os Estados Unidos. Estamos mais vulneráveis. Por isso, teremos de cuidar dessa questão sobre como parar o Irã, talvez antes dos Estados Unidos[2]. Acrescenta ainda: “(estão construindo) centrífugas rápidas que podem levar o Irã a atravessar a linha em um ritmo mais rápido – quero dizer, dentro de algumas poucas semanas[2], mesmo porque o novo Presidente “está criticando seu antecessor (Mahmoud Ahmadinejad) por ser um lobo em pelo de lobo. Sua estratégia é ser um lobo em pelo de cordeiro. Sorrir e construir sua própria bomba[2].

As declarações do israelense foram recebidas com críticas e desconsideração por parte de Hassan Rohani que declarou: “Quando alguns (Estados Unidos e Israel, N.R.) dizem que todas as opções estão sobre a mesa e um país miserável da região (Israel, N.R.) diz coisas semelhantes, nos provoca risadas. (…). Quem são os sionistas para nos ameaçar?[3].

Analistas apontam que a segurança dos iranianos decorre do apoio que recebem da Rússia e da China, que não aceitam qualquer interferência externa e declararam novamente que estarão ao lado do Irã para fazer preservar seu direito à energia nuclear.  A China anunciou, por meio de seu representante permanente na ONU, Wang Min, que o único caminho admissível é o diálogo, sem aplicação de sanções[4] e o porta-voz russo nas “Nações Unidas”, o vice-embaixador na ONU, Piotr Ilitchov, declarou de forma  mais incisiva e contundente durante uma sessão do “Conselho de Segurança da ONU” que não vê alternativa diplomática e também não aceita a aplicação de sanções, devendo-se respeitar o “Tratado de Não-Proliferação Nuclear” (TNP). Afirmou claramente: “Não vemos qualquer alternativa para chegar a uma solução política e diplomática. (…). Os esforços nessa área devem proceder de princípios consistentes, de reciprocidade e conforme o Tratado de Não Proliferação[5].

Tais declarações levaram os intérpretes a considerar que, da parte russa, o Irã terá preservado seu Programa Nuclearda forma como vem desenvolvendo, podendo isso significar que, se as afirmações dos europeus, israelenses e norte-americanos estiverem corretas, ou seja, que o processo caminha para a conclusão de um projeto bélico, Teerã conseguirá a produção de sua bomba atômica, restando como provável o cenário de ataque das usinas em território persa por parte de Israel.

Diante do quadro de impasse criado, observadores não acreditam em avanços nas próximas reuniões, o que tornará mais tensa a situação, bem como mais propícia a execução israelense.

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Imagem (Fonte):

http://en.rian.ru/world/20130615/181686761.html 

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.diariodarussia.com.br/internacional/noticias/2013/07/17/sexteto-se-compromete-a-se-reunir-com-ira-em-breve/   

[2] Ver:

http://www.em.com.br/app/noticia/internacional/2013/07/14/interna_internacional,422605/netanyahu-diz-que-pode-agir-antes-de-eua-sobre-ira.shtml 

[3] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/07/ameacas-de-israel-provocam-risadas-diz-presidente-eleito-do-ira.html

Ver também:

http://www.boainformacao.com.br/2013/07/novo-presidente-do-ira-critica-israel-e-diz-que-vai-manter-apoio-a-ditador-sirio/

[4] Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2013/07/16/1s169673.htm

[5] Ver:

http://gazetarussa.com.br/internacional/2013/07/16/nao_vemos_solucao_diplomatica_para_o_ira_diz_diplomata_russo_20475.html  

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Ver também:

http://www.iranews.com.br/noticia/10389/estado-terrorista-israel-testa-novo-missil-balistico-com-capacidade-nuclear

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NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

O “Dossiê Nuclear” e as tensões entre Israel e o Irã

O “Programa Nuclear Iraniano” começou na década de 1950 e a sua origem remonta ao regime do xá Mohammad Reza Pahlavi. Inicialmente, ele fez parte do programa “Átomos para a Paz”, tendo recebido a ajuda dos Estados Unidos, pois o Irã integrava o grupo de países que assinaram o “Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares[1].

Após a “Revolução Islâmica”, em 1979, o Projeto caiu no esquecimento durante um tempo mas, depois, foi retomado sem o auxílio do Ocidente. Hoje, o “Programa Nuclear” é administrado pela “Organização de Energia Atômica do Irã”, tendo recebido um novo impulso a partir de 1995, quando o país fez um acordo com a Rússia, para concluir a usina nuclear “Bushehr I”, o que não se efetivou. Porém, a partir de 2005, com a eleição de Mahmoud Ahmadinejad, começaram as preocupações de Israel e do Ocidente em relação ao programa iraniano, embora o Irã sempre tenha afirmado que tem objetivos pacíficos e civis, isto é, que a energia nuclear visa ser aplicada na Medicina e na produção energia elétrica.