NOTAS ANALÍTICAS

“Conselho de Medicina” cobra explicação de ministros sobre vinda de médicos cubanos

Brasil planeja trazer 6 mil médicos cubanosO “Conselho Regional de Medicina” (CRM) anunciou semana passada que vai entrar com uma representação na “Procuradoria-Geral da Repúblicacontra os planos de trazer 6 mil médicos cubanos para o Brasil. A ação demandará explicações aos ministros Antonio Patriota (Relações Exteriores), Aloizio Mercadante (Educação) e Alexandre Padilha (Saúde)[1]. A vinda dos médicos cubanos tem sido justificada pela falta de médicos em áreas carentes do Brasil[2].  A operação está sendo planejada em conjunto com a “Organização Panamericana de Saúde” (OPAS). A ideia é conceder permissão de dois anos para que médicos do exterior atuem no país[3].

ANÁLISES DE CONJUNTURAORIENTE MÉDIO

Os árabes israelenses e a solução de um único Estado

Quando idealizou Israel, o pensador Theodor Herzl imaginou uma nação essencialmente judaica. No entanto, advertiu que Israel deveria ser uma sociedade aberta e plural, para garantir sua sobrevivência. Ignorando o conselho, os primeiros governantes israelenses optaram pelo isolamento, atitude que ironicamente gerou pluralidade. Para se defender, a nação expandiu suas fronteiras, abarcando uma significativa população árabe.

Os árabes que residem em Israel recebem pouca atenção da mídia, mas vivem em situação tão complexa quanto a de palestinos que habitam os territórios ocupados[1] [2]. Muitos possuem cidadania israelense, mas, de acordo com informações disseminadas na mídia e em depoimentos,  sofrem discriminação por não serem judeus, além de serem considerados por alguns como uma ameaça ao Estado israelense[3] [4].

NOTAS ANALÍTICAS

Evo Morales expulsa a USAID da Bolívia

A USAID investiu na quinoa bolivianaO presidente Evo Morales expulsou da Bolívia, na semana passada, a “Agência dos Estados Unidos para Desenvolvimento Internacional” (USAID, na sigla em inglês). Em discurso pronunciado no “Dia do Trabalho” (1o de Maio), Evo Morales afirmou que a agência interferia politicamente em diversas organizações sociais bolivianas[1], além de conspirar contra o governo nacional[2].

NOTAS ANALÍTICAS

Bolívia formaliza pedido ao Chile para negociar saída soberana para o Mar

Marinheiros bolivianosO governo boliviano solicitou na semana passada, por meio da “Corte Internacional de Justiça” (CIJ), que o Chile participe de uma negociação que conceda aos bolivianos uma saída soberana para o mar[1]. O pedido faz parte de um projeto de “política do estado” para recuperar a saída boliviana para o “Oceano Pacífico”, perdida para o Chile no século XIX[2].

O presidente Evo Morales havia anunciado a intenção durante o “Dia do Mar”, quando bolivianos reúnem-se para questionar a perda territorial litorânea[2]. O apelo à CIJ foi justificado por Evo Morales com base nos fracassos de diálogos diretos entre os governos boliviano e chileno[1]. Autoridades chilenas adiantaram, no entanto, que o Chile negará qualquer negociação nesse sentido[3].

NOTAS ANALÍTICAS

Argentina recebe com frieza a morte de Margareth Thatcher

Os argentinos têm ressentimento de Thatcher devido à Guerra das MalvinasO falecimento de Margaret Thatcher foi recebido com frieza e mágoa pelos argentinos. Apelidada de “A Dama de Ferro”, a ex-primeira ministra britânica é lembrada como aquela que tomou da Argentina as “Ilhas Malvinas” (Falkland Islands) durante a ditadura de Leopoldo Galtieri, que havia ordenado a ocupação militar do Arquipélago e ensejou a “Guerra das Malvinas”, em 1982.

As fontes oficiais do governo demonstraram apatia. Durante o dia do falecimento da Ex-Primeira-Ministra, a presidente argentina Cristina Kirchner não mencionou a líder britânica nem sequer uma vez em suas redes sociais[1]. O governo argentino também não emitiu notas, pesares ou referências sobre a morte de Margareth Thatcher[1].

NOTAS ANALÍTICAS

Corte dos EUA toma decisão sobre dívida argentina

Os fundos abutres geram protestos popularesComeça mais um episódio no processo movido por investidores estadunidenses contra o governo argentino. A “Corte de Nova Iorque” determinou, na terça-feira passada, dia 2 de abril, que os investidores devem se pronunciar sobre as propostas apresentadas pela Argentina para renegociar o pagamento da dívida. Eles têm cerca de duas semanas para confirmar ou rejeitar os termos.