NOTAS ANALÍTICAS

Reunião entre Irã e AIEA não avança

Após a reunião entre o “Governo do Irã” e a “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA) as notícias divulgadas apontam que houve poucos avanços em termos concretos, restringindo-se às declarações diplomáticas em que se afirma sobre supostos progressos nas reuniões ocorridas, mas sem dispor informações sobre autorização para visitas às unidades que podem encobrir uma possível vertente bélica do “Programa Nuclear Iraniano”, como é o caso do “Complexo Militar de Parchin”, sendo esta uma das exigências da Agência e da comunidade internacional. Foi divulgado ainda que poderá ocorrer uma nova rodada de reuniões em janeiro para tratar do mesmo tema iraniano, algo sobre o qual a AIEA não quis se pronunciar.

NOTAS ANALÍTICAS

Baixa perspectiva de sucesso com novas tentativas de negociar “Programa Nuclear Iraniano”

Encontra-se no Irã uma nova “Missão das Nações Unidas” (a quarta, neste ano), por meio da “Agência Internacional de Energia Atômica” (AIEA) para tentar negociar o “Programa Nuclear” persa. Devido aos fracassos anteriores, quando vários estabelecimentos foram fechados aos inspetores, uma das exigências que a nova Missão, chefiada pelo vice-diretor geral Herman Nackaerts, será visitar todos os lugares suspeitos de abrigar o desenvolvimento do projeto bélico nuclear, dentre eles, a Usina Nuclear de Parshin*.

As autoridades iranianas anunciaram que estão otimistas com a visita, embora tenham reiterado que se deve “respeitar o direito”* de o país desenvolver um “Programa Nuclear” com fins pacíficos, algo não negado pelas potências ocidentais. Apesar do otimismo, está sendo divulgado na mídia que não há indícios de que a Missão terá permissão para visitar essas áreas**.  A Agência iraniana ISNA informou que “nenhum plano foi anunciado ainda para os inspetores visitarem os estabelecimentos nucleares do Irã ou outros locais”**.

NOTAS ANALÍTICAS

Morsi anula superdecreto, mas situação continua incerta e tensa no Egito

Mapa do EgitoMapa do EgitoO presidente do Egito, Mohamed Morsi, anunciou no sábado passado, dia 8 de dezembro, que estava anulado o Decreto publicado em novembro expandindo seus poderes, de forma a colocá-lo acima do Judiciário do país, uma vez que suas determinações não poderiam ser avaliadas por quaisquer instancias jurídicas do Egito.

O Presidente havia anunciado que não retrocederia em sua decisão, uma vez que os “superpoderes” adquiridos eram transitórios, durando apenas até a promulgação da nova Constituição que se pretende submeter a referendo popular no próximo dia 15 de dezembro (sábado), sendo tal condição de exceção necessária para que seja possível governar o país neste processo de transição.

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Nova incerteza na Venezuela com a doença de Chávez

Hugo ChávezHugo ChávezNeste final de semana, no sábado, dia 8 de dezembro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez admitiu o retorno do câncer que sofre, bem como que será necessária nova cirurgia, levantando a possibilidade de não poder assumir o cargo presidencial em 10 de janeiro próximo (2013), após a sua reeleição ocorrida no dia 7 de outubro deste ano. Chávez deixou no ar que o risco de morte está presente e também circulou nos meios de imprensa a informação de que ele deveria ter sido operado no máximo na sexta-feira passada, dia 7 de dezembro, no limite durante o final de semana.

O mandatário afirmou: “É absolutamente necessário, imprescindível submeter-me a uma nova intervenção cirúrgica e isso deve acontecer nos próximos dias, inclusive os médicos recomendavam que fosse ontem ou este fim de semana. (…). Preciso de voltar a Havana, amanhã (domingo), aqui tenho uma carta a pedir autorização à Assembleia Nacional para que me seja concedida autorização para sair do país com o objetivo de nova intervenção. Para ir enfrentar esta nova batalha”*.

NOTAS ANALÍTICAS

Irã usa anúncio de captura de drone estadunidense para efeitos de guerra psicológica

O Irã anunciou no sábado passado, dia 1o de dezembro, que havia criado um quartel-general de guerra psicológica, em sua “Junta de Chefes de Estado-Maior das Forças Armadas”, de acordo com declaração do general  Massoud Jazayeri.

A ideia é trabalhar com informações de forma a “transtornar a cultura e idiossincrasia de uma sociedade com fins hostis”* e, nas palavras de Jazayeri, “Devemos aceitar a realidade que os inimigos (em referência a Israel, Estados Unidos e seus aliados) estão mais adiantados que nós e têm mais equipamento, mas carecem de nossa motivação”*.

NOTAS ANALÍTICAS

Egito vive instabilidade gerada por confronto entre o Executivo e o Judiciário

O Egito vive nesta duas últimas semanas uma das crises mais graves, após a queda do ex-presidente Hosni Mubarack. O poder Judiciário está confrontando diretamente o Executivo, devido ao decreto anunciado pelo atual presidente Mohammed Mursi pelo qual amplia seus poderes e impõe ao Judiciário a impossibilidade de julgar apelações sobre as determinações presidenciais, tornando definitivas as decisões tomadas até que a nova Constituição do país seja promulgada, da mesma forma que torna indissolúveis a “Câmara Alta do Parlamento” e a “Assembleia Constituinte” que estão sob domínio dos grupos islâmicos, dentre eles  a “Irmandade Muçulmana”, grupo do qual Mursi se origina.