NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Renovação e Reabilitação da Cidade Velha de Jerusalém avaliadas pela Unesco

A “Cidade Velha de Jerusalém” é uma singularidade no mundo. Ela abriga, intramuros, as representações históricas e simbólicas das três religiões monoteístas, isto é, o Judaísmo, o Cristianismo e o Islamismo. Toda a sua simbologia é traduzida na riqueza histórica e cultural de cada um dos seus 220 monumentos[1] que, em 1981, por indicação da Jordânia, foram eleitos pela Unesco como “Patrimônio da Humanidade” e, no ano seguinte, “Patrimônio da Humanidade em Perigo”. Por estar situada numa área conflitiva com soberania indefinida, na lista da Unesco, a “Cidade Velhanão aparece como pertencente a um Estado específico.

ÁFRICANOTAS ANALÍTICASPOLÍTICA INTERNACIONAL

Os dilemas da “Justiça Egípcia” ante os “Processos de Hosni Mubarak”

Durante quase trinta anos, o poder no Egito foi ocupado por Muhammad Hosni Said Mubarak (nascido em Monufia, 1928), destacado militar da “Força Aérea Egípcia” que assumiu altos postos de comando, dentre os quais o de Marechal, dignidade honorífica atribuída em reconhecimento ao seu desempenho na “Guerra do Yom Kippur”, em 1973.

Em 1975, foi nomeado “Vice-Presidente da República Árabe do Egito”, pelo então presidente Anwar al-Sadat e realizou importantes negociações diplomáticas no “Oriente Médio”. Com o assassinato de Sadat, em 1981, Hosni Mubarak tornou-se o “Presidente do Egito” sendo reeleito por quatro vezes: em 1987, 1993, 1995 e 1999. Na sequência dessas sucessivas vitórias eleitorais, Mubarak tornou-se um dos mais poderosos governantes do “Oriente Médio” e o seu governo foi marcado por avanços nas relações com os países árabes, tendo melhorado também as relações com Israel.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

O “Dossiê Nuclear” e as tensões entre Israel e o Irã

O “Programa Nuclear Iraniano” começou na década de 1950 e a sua origem remonta ao regime do xá Mohammad Reza Pahlavi. Inicialmente, ele fez parte do programa “Átomos para a Paz”, tendo recebido a ajuda dos Estados Unidos, pois o Irã integrava o grupo de países que assinaram o “Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares[1].

Após a “Revolução Islâmica”, em 1979, o Projeto caiu no esquecimento durante um tempo mas, depois, foi retomado sem o auxílio do Ocidente. Hoje, o “Programa Nuclear” é administrado pela “Organização de Energia Atômica do Irã”, tendo recebido um novo impulso a partir de 1995, quando o país fez um acordo com a Rússia, para concluir a usina nuclear “Bushehr I”, o que não se efetivou. Porém, a partir de 2005, com a eleição de Mahmoud Ahmadinejad, começaram as preocupações de Israel e do Ocidente em relação ao programa iraniano, embora o Irã sempre tenha afirmado que tem objetivos pacíficos e civis, isto é, que a energia nuclear visa ser aplicada na Medicina e na produção energia elétrica.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Samer Issawi: greve de fome e resistência em prol da Palestina

O palestino Samer Tariq Issawi, natural deIssawiyeh (Nordeste de Jerusalém), 33 anos, membro da “Frente Democrática para a Libertação da Palestina”, resistiu a uma greve de fome durante mais de oito meses, numa prisão israelense. Em 12 de abril de 2002, ele foi capturado pelo Exército israelense, em Ramallah, durante a “Operação Escudo Defensivo” e preso sob a acusação de possuir armas e por formação de grupos paramilitares em Jerusalém.

Condenado a 26 anos de prisão, ele foi solto em 2011 juntamente com mais 1027 prisioneiros palestinos na sequência das negociações entre Israel e o Hamas para a libertação do soldado israelense Gilad Shalit. Em menos de um ano, em 7 de julho de 2012, Issawi voltou para a prisão, acusado de ter violado os termos da sua liberdade condicional pelo fato de ter viajado de Jerusalém Oriental para a Cisjordânia onde, segundo informado, ele iria estabelecer células terroristas[1].

AMÉRICA DO NORTENOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

As negociações de John Kerry no Oriente Médio: busca de novos rumos para a paz

O périplo do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ao Oriente Médio, sequência da visita de Barack Obama à região, no passado mês de março, tem por objetivo reativar as negociações para a paz entre Israel e a Palestina, suspensas desde 2010. Analistas destacam inicialmente que tal feito requer, por parte de John Kerry, a habilidade para conseguir que ambos os lados façam concessões necessárias para retomar as negociações e ainda que o Hamas venha para a mesa de negociações.

NOTAS ANALÍTICASORIENTE MÉDIOPOLÍTICA INTERNACIONAL

Israel e Irã: quando a diplomacia cede espaço ao desejo de poder

As relações diplomáticas e comerciais entre Israel e o Irã cessaram com a Revolução Iraniana, em 1979, altura em que findou a monarquia pró-ocidental de Mohammad Reza Pahlavi e teve início a República Islâmica, sob a liderança do aiatolá Ruhollah Khomeini. Desde então, Israel foi declarado, por Ruhollah Khomeini, como o “inimigo do Islã”.

As hostilidades entre Israel e o Irã se mantiveram e, atualmente, retomaram o antagonismo explícito numa clara disputa direta pela manutenção do status atual de poder ou sua expansão para garantir a segurança, implicando em algumas situações na projeção de poder de ambas as partes no Oriente Médio. Por outro lado, é necessário sublinhar que Israel tem se mantido como principal potência bélica regional ao longo de muitos anos.