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Trump chama alguns imigrantes de “animais” e causa protestos no México

De acordo com o Jornal Reuters, na última quarta-feira, dia 16 de maio, durante uma reunião com líderes municipais da Califórnia, Trump discursou sobre o trabalho que está sendo realizado pelo seu governo para tornar a fronteira dos EUA com o México impenetrável. “Temos pessoas entrando no país, ou tentando entrar, e estamos parando muitas delas. Você não acreditaria em como essas pessoas são ruins. Estas não são pessoas. Estes são animais”, disse Trump.

Logo após seu discurso, o Governo do México apresentou uma nota diplomática de reclamação ao Departamento de Estado dos EUA, dizendo que os comentários não eram admissíveis. “O presidente Trump se referiu a alguns imigrantes, talvez ele tivesse as gangues em mente, eu não sei, como animais, não como pessoas”, afirmou o Ministro das Relações Exteriores, Luis Videgaray, à emissora de TV Televisa, na quinta-feira, (dia 17 de maio). “Na opinião do governo mexicano, isso é absolutamente inaceitável”, complementou.

Trump ao telefone e com secretários e assessores, em janeiro de 2017

Perguntado sobre os comentários, Trump declarou, também na quinta-feira, que eles foram retirados do contexto. “Estava me referindo às gangues do MS-13 que estão chegando. E se você olhar um pouco mais adiante na gravação, verá isso”, disse Trump a repórteres. “MS-13, estes são animais. Precisamos de fortes leis de imigração. Nós temos leis que são ridicularizadas pela imigração. Então, quando o MS-13 chega, quando os outros membros da gangue entram em nosso país, eu me refiro a eles como animais e adivinhe, eu sempre farei”, acrescentou Trump.

O MS-13, também conhecidos como “Maras Salvatruchas” é uma gangue que foi criada em Los Angeles na década de 1980 e se tornou uma organização criminosa transfronteiriça com liderança em El Salvador. Atualmente, o grupo conta com 30.000 membros em todo o mundo e 10.000 nos Estados Unidos, segundo o Departamento de Justiça americano.

Na reunião de quarta-feira, Trump também expressou hostilidade ao México, que, além de ainda ser seu parceiro comercial, será seu sócio, junto com o Canadá, em uma oferta sem precedentes para sediar a Copa do Mundo de futebol em 2026. “O México não faz nada por nós”, disse Trump na reunião. “O México fala, mas eles não fazem nada por nós, especialmente na fronteira. Eles certamente não nos ajudam muito no comércio”, declarou.

Apesar dos comentários de Trump, o México tem trabalhado arduamente para ganhar favores com o governo Trump em áreas como diplomacia e migração, na esperança de conseguir um acordo de renegociação do NAFTA.

Desde 2014, quando o presidente democrata Barack Obama estava na Casa Branca, os mexicanos têm sido mais rigorosos com a aplicação da lei em sua fronteira sul, detendo e auxiliando na deportação de dezenas de milhares de imigrantes, muitos dos quais vêm de países pobres da América Central que vivenciam muita violência interna, como Honduras, Guatemala e El Salvador.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1Trump discursando durante conferência anual da Conservative Political Action Conference em 2010” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump

 

Imagem 2Trump ao telefone e com secretários e assessores, em janeiro de 2017” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump

About author

Mestrando em Direito Internacional pela Universidade Católica de Santos. Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Católica de Santos. Experiência acadêmica internacional na Cidade do México e atuação profissional no Consulado do Panamá e no Turismo Nuevo Mundo. Concluiu trabalho de extensão sobre Direitos Humanos e Refugiados, iniciação científica na área do Direito Internacional e da Política Externa Brasileira, sendo esta segunda iniciação premiada em terceiro lugar entre as áreas de ciências humanas e ciências sociais aplicadas da UniSantos em 2015. Atuou como Monitor na disciplina de Teoria das Relações Internacionais­I, durante o último semestre de 2015. Atualmente é monitor e pesquisador do Laboratório de Relações Internacionais da UniSantos em parceria com o Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (LARI­IPECI), onde auxilia no desenvolvimento de projetos semestrais pautados por três frentes de pesquisa: 1) Direitos Humanos, Imigração e Refugiados; 2) Política Internacional e Integração Regional; e 3) Relações Internacionais, Cidades e Bens Culturais. Tem objetivo de seguir carreira acadêmica.
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