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Um pedido feito aos EUA pela Rússia prevê intervenção à instalação de sistema antimíssil na península coreana

Na última quinta-feira (3 de março), conforme disseminado pela Agência EBC, a Federação Russa pediu aos Estados Unidos da América (EUA) que renuncie a sua decisão em investir na instalação de sistemas de defesa antimísseis na península coreana. Seu pedido foi acompanhado de uma declaração na internet, na página oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde este afirma que “É inadmissível uma escalada de tensão e a instigação de uma corrida aos armamentos”.

Para os russos, o sistema de defesa antimísseis só acarretará em uma nova escalada nuclear entre Coreia do Sul (Seul) e Coreia do Norte (Pyongyang). Como atitude adequada, vê a ação das Nações Unidas (ONU), que adotaram uma Resolução, a qual foi considerada pelos russos como necessária, mediante os últimos acontecimentos.

Para que se possa entender, na quarta-feira (2 de março), a ONU adotou, por unanimidade, no Conselho de Segurança (CSNU), Sanções mais fortes contra a Coreia do Norte, pelo fato de, em janeiro e fevereiro deste ano (2016), o Governo norte-coreano ter realizado ensaios nucleares e balísticos para de mostrar aos seus vizinhos e ao Sistema Internacional o seu descontentamento com os mesmos.

Considerando que este posicionamento da ONU é o adequado, a Rússia avalia que uma intervenção como a estadunidense, no sentido da instalação de sistemas de defesa antimísseis, seria considerada apenas  um incentivo à continuação dos feitos belicosos entre as duas Coreias, o que, por sua vez, poderá justificar intervenção na sua instalação.

Ressalte-se, contudo, que as Sanções adotadas pela ONU preveem a proibição das exportações norte-coreanas de carvão, ferro e minério de ferro, ouro, titânio e minerais raros, assim como a importação de combustível de aviação. Além disso, o pacote inclui a expulsão, pelos países-membros da ONU, de diplomatas norte-coreanos que estejam envolvidos em contrabando ou outras atividades ilegais. No entanto, mesmo com as Sanções feitas pela ONU, que são relacionadas as atitudes norte-coreanas nos dois meses anteriores, a resposta dada por Pyongyang foi o lançamento de seis misseis de curto alcance, no dia 3 de março, ou seja, um dia após a decisão na ONU.

Os projéteis ainda estão sendo analisados pelo ministério da Defesa sul-coreano representado pelo ministro Moon Sang-Gyun, mas vários peritos consideraram a possibilidade de serem mísseis balísticos KN-01, o que constituiria uma violação de todas as Resoluções da ONU.

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Imagem (Fonte):

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2001/010204_missil.shtml

About author

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.
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