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[:pt]União Europeia e seus vizinhos: percepções sobre os atores da península balcânica[:]

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Recentemente, a Chefe da Política Externa da União Europeia, Federica Mogherini, fez um tour à região dos Bálcãs Ocidentais em uma tentativa de reestimular a atração e o impulso para os procedimentos de integração ao Bloco Europeu. Mogherini chamou a região de “um tabuleiro de xadrez em que o jogo pode ser jogado”, ou seja, demonstrou considerar a área uma zona de influência para a política de vizinhança que a União Europeia (EU) vem praticando recentemente.

No último 9 de março, os líderes da UE colocaram os Balcãs no topo da agenda de sua Cúpula, em Bruxelas, para mostrar que, apesar das tensões étnicas e das cicatrizes das guerras travadas nos anos 90, a região é uma prioridade, especialmente por causa de outros atores galgando influência na região

Não obstante os países balcânicos terem recebido o aceite para o início dos diálogos de adesão à União em 2003, apenas a Eslovênia entraria em 2004 e a Croácia em 2013, decorrente de um grande interesse em ambos os casos. Estados que se encontram mais distantes desse objetivo – por razões diversas, que transitam por questões referentes ao aparelhamento institucional, ou por problemas atinentes à transparência nos processos executivos –, ainda aguardam o momento certo, pois ainda trabalham para conseguir as capacitações necessárias ao cumprimento das exigências do Bloco, sendo eles: Sérvia, Montenegro, Albânia, Bósnia-Herzegovina, Kosovo e Macedônia. Ressalte-se que nesses Estados estão os esforços mais agudos da União Europeia para que seja buscada uma convergência dos objetivos.

Em tal quadro observa-se ainda o papel que os atores históricos – Rússia e Turquia – têm nos Bálcãs, bem como a renovada margem de influência dos mesmos, tanto na classe política quanto na sociedade civil, além do papel dos EUA, como um ator importante. De acordo com o eurodeputado alemão, David McAllister, Presidente da Comissão de Relações Exteriores do Parlamento Europeu, “A geopolítica voltou aos Bálcãs (…) estamos vendo uma crescente influência russa, uma grande influência turca, os Estados Unidos são um jogador e a União Europeia outro, existem diversos interesses em jogo.

Para exemplificar o que McAllister salienta, a recente tentativa de Golpe de Estado ocorrida em Montenegro levantou suspeitas de ter influências russas. A ação, passada durante as eleições no país, em outubro de 2016, agregou “conspiradores pró-Rússia” contra a decisão de o país se juntar à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os quais planejaram atentados ao atual Primeiro-Ministro montenegrino, Milo Djukanovic. Além disso, os exercícios militares conjuntos entre o Estado russo e a Sérvia também lançaram preocupações sobre o quanto a retomada do poder russo afetaria os avanços europeus na Península Balcânica.

Para o Bloco Europeu, o espaço para os novos membros existe e bastaria o trabalho dos Estados em questão no cumprimento dos requisitos básicos para serem imediatamente aceitos, tanto que, na opinião do Presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, “os países balcânicos têm uma perspectiva europeia inequívoca.

Na última reunião entre ministros do Bloco, a Hungria, a República Tcheca, a Polônia e a Eslováquia advogaram para acelerar as conversas sobre os acessos de Albânia, Bósnia, Kosovo, Macedônia, Montenegro e da Sérvia, contrariando as previsões de que qualquer ingresso até 2020 seria considerado irreal. Uma nova cúpula para tratar da associação dos Bálcãs está marcada para a cidade italiana de Trieste, em julho deste ano, 2017.

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Imagem 1 Bandeiras dos Países Balcânicos sob o símbolo da União Europeia” (Fonte):

http://www.debatingeurope.eu/wp-content/uploads/2014/12/flags.jpg

Imagem 2 Federica Mogherini, Chefe de Relações Exteriores da União Europeia(Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Federica_Mogherini#/media/File:Federica_Mogherini_Official.jpg

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About author

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'
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